11.6.10

Nenhum olhar


"Foi como se houvesse nevoeiro dentro da vida, a entrar-me nos ossos, a cegar-me para o que não existe: as manhãs; o céu limpo; as primaveras; o conforto dos teus abraços, pai. E já não era criança. Em casa, nas noites, não voltou o gigante. Enrolada no xaile negro do meu luto, passava ao rés das paredes e as conversas paravam quando me aproximava e as mulheres ou os homens ficavam a olhar-me, como se me procurassem os olhos."
José Luís Peixoto

7 comentários:

  1. É o primeiro livro que leio dele, tem sido uma leitura incomparável, há uma verdade que se sente nas palavras e uma forma de contar como até aqui não tinha conhecido.
    Também fiquei fã Em@.

    Beijinho muito gd!

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  2. não há nada em jlp de que não goste ou que seja banal. além do mais, como pessoa, é de uma simplicidade contagiante. procuro ler tudo o que dele apanho (choquei, mesmo, a minha filhota quando peguei numa revista playboy, no quiosque, há uns meses, para ler uma entrevista com ele, hehe).
    catpower é o que toca no teu blogue, verdade? tens de me dizer que faixa é esta (e eu que pensava conhecer tudo dela...).
    beijinho, amiga!

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  3. :-) hihi
    ...e essa simplicidade transparece na escrita, estou a gostar imenso.

    Sim, é Cat Power, gosto tanto. Estas duas músicas "Evolution" e "Names" fazem parte do albúm "You Are Free".
    Beijinho!

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  4. Ainda não conheço a sua escrita, mas já percebi que tem um encanto :)

    Um beijo*

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  5. Tem mesmo, Anita! :-)
    Obg p'lo teu sorriso. Beijinho

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