29.6.10

presságio


nas asas do vento
deixaste embalar as tuas...
a janela guarda a poeira dos dias
gotejando secas no vidro
as chuvas de Março.
chegaste...
quem contou tal presságio?
na janela ou na pele
apenas nas flores de mel
te confio!
quero adormecer
e não te saber...

2 comentários:

  1. poema de intersecções magníficas. às tantas já não sabia se falavas do rasto da borboleta, se das patas açucaradas da abelha, se mesmo do olhar triste pousado no bafio de uma manhã de março... sobre a tua janela...
    um beijo, andy amiga!

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  2. pois que até o olhar sobre a janela se dispersa e confunde no voo da borboleta, no doce perfume e na melancolia de março...
    Beijinho e obg amigo!

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