Cat Power
Acendo a vela sobre a noite que descansa...talvez a cera que escorre, seja o quente que falta ao frio papel onde hoje as palavras não se espreguiçam.
Nem a janela com a pintura do candeeiro, nem a árvore que oferece ao vento seus soltos ramos se esgueiram esta noite sobre as palavras...
Teimosos vocábulos fogem pela linha do ombro e nem um olhar de brisa os segura na madeixa solta do cabelo.
A sombra do vento que no rosto ficou, deixou as cores do silêncio...
Por mais que as palavras se espreguicem, por mais que as palavras se esgueirem por entre os dedos verdes, por mais que a linha do ombro as esconda, permanecem sempre as cores de silêncio... vozeadas!
ResponderEliminarBelo texto, Andy! Música fantástica! (The Greatest é, para mim, um obra-prima!).
Beijinho!
Há dias assim em que as palavras não saiem...preferem ficar dentro de nós. Contudo, o desabafo é maravilhoso, iluminado pela luz ténue da vela, tornou-o ainda mais grandioso...
ResponderEliminarBeijos
Graça
Andy:
ResponderEliminarApesar de ter gostado muiiiiiiiito, assopro-te daqui um recado:
roda ligeiramente o ombro.
assim.
inclina a cabeça e deixa orelha aflorar a linha de contorno onde descansam os cabelos.
ouves, agora, as palavras que escorregam por eles?
são ecos das conversas dos seres que habitam os teus sonhos.se quiseres podes canalizá-las para nós.
beijinho