30.3.10

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Há dias de ócio que fazem lembrar aquelas tardes passadas em frente ao mar à espera do momento em que a pele ardesse de calor... passeávamos junto à rebentação das ondas evidenciando com orgulho inconsciente, o corpo cheio de sal e cor de morango... a idade dos cabelos soltos ao sabor dos desejos de adolescente deixam saudades.
A sensação de leveza e os passos soltos de compromissos...
é quase vital voltar a sentir de vez em quando essa sensação, mesmo que ínfima no meio de tantas outras... que se traduzem em “a vida”.
Hoje consigo rir das manhãs passadas no café, a fumar quase ao desafio acabando numa náusea pegada e terminando para mim numa saída fugaz para um jardim de ar puro.
A inocência de que a vida pode ser eternamente um céu aberto e que corremos ao compasso do coração... Hoje pergunto-me, não será afinal o coração o orgão que tenta acompanhar os nossos passos mesmos os mais tempestuosos que até o tempo lhes perde o rasto...
Se é tão bom partir para reavivar sensações também a chegada se revela um doce aconchego. Foi bom celebrar essas sensações contigo...

1 comentário:

  1. "A inocência de que a vida pode ser eternamente um céu aberto e que corremos ao compasso do coração..."
    Por que temos de crescer, afinal? por que o essencial rapidamente se esboroa por entre os dedos, acenando com os dedos da ilusão? por que o génesis é tão imperfeito? Mas porquê?...

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