24.2.10

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foi tão bom andar a pé fingindo não ter destino... só a mala a tiracolo me denunciava...
abri a porta dos pulmões e com um fechar de olhos enchi-me da brisa que vinha lá do rio, a nostalgia do céu, dava cor parda ao coração...
andar sem destino fez justiça às minhas botas quase gastas, cor de terra e selvagens...
como adoro andar de botas!
deixei-me depois levar no embalo do comboio com destino...

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