20.2.10

.

Tão bom sentir o quente do tecido que se prolonga punho abaixo e guarda a mão de frio...as janelas já morrem de condensação, num tempo que escorre, gotejando sorrisos e horas que se perdem na transparência de um qualquer vidral debruado a fios de água...
a letargia curva-se sobre o ventre liso e cansado, desabrochando em escritos no vazio...
a rua fala-me dos dias que passaram, dos que virão num grito de sol escondido...as esquinas a latejar o desenfreado tempo...
o tempo que dá os minutos de luz à vida.
esse tempo...

Sem comentários:

Enviar um comentário

neblina

o rasto de fumo apagava-se na porta entreaberta e ficava o silêncio da noite e uma ou outra palavra por dizer. O cheiro do cigarro apagado e...