12.2.10

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Quase sentada em poltronas de folhas por escrever, ainda o cansaço por vencer e o silêncio por descrever...
ainda hoje desejei estar no jardim ou num breve momento presa a uma qualquer sombra de descanso...
junto ao peito guardei a força, levei-a por entre as horas que foram minguando com o dia...
e esmorecendo com o corpo...
e é no corpo que me demoro, e é este corpo que entendo e com silêncio lhe respondo...
aquele que nos sentamos na berma da noite e tentamos decifrar com o olhar, a ouvir, a esbracejar...
a noite morre de frio... e lá fora a rua adormeceu de passos e de luz.

1 comentário:

  1. Na dialética interior/exterior (e mesmo sabendo que não há absolutos), haja tendencialmente um desequilíbrio de forças: mais luz dentro e frio fora!

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neblina

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