28.1.10

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Os dias suavemente mais longos estendem-se sobre o horizonte cheio de luz...
de saudades de azul sem nuvens, demoro os olhos nesse imenso tanto que me acolhe os sentidos atrás de uma doce janela que gentilmente me abafa do frio imenso que arde a pele.
Os dias passam numa rapidez que nem dá o tempo necessário para o pensamento repousar.
Há minha volta olhares apelativos, vozes arrastadas, corpos envelhecidos numa comovente fragilidade que me leva o pensamento para longe...
Haverá palavra que lhes fique e acalme os dias que sobraram dos outros dias?
Ficará algum gesto na memória do corpo? ... que de memória apenas a longínqua, perdura nas linhas decalcadas da pele em trilhos imensos.
Dos passos trémulos há uma segurança oculta que expressam no olhar franco e sincero de quem não precisa contornar emoções...
um sorriso a despontar de uma janela fica sempre à espreita e no pôr-do-sol o apaziguar de um dia...

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