12.1.10

mar

Não sei o que do mar ficou em mim... se mar revolto que traz na espuma as armas que ferem... se doce brisa que embala a mão que toca... se a fragilidade translúcida da água...
na imensidão que o olhar alcança, na inquietante vastidão onde o sol se põe e a lua começa, há a linguagem das águas profundas, o murmurar da maresia sem fim nem agonia...
não sei se me encontro no olhar que viaja pelas águas e toca o horizonte, se quando o sal toca a pele...e o arrasto comigo, ou no profundo mar onde só o meu pensamento mergulha...
Num vai - vem que leva e trás histórias de encantar, deixo-me levar nesses cantos de sereias adormecidas que enfeitiçam quando a noite cai... deixam memórias nas encostas da vida e nas dunas que adornam o coração de uma qualquer praia...
O dia que amanhece numa areia dourada, com subtis pegadas de caminhos percorridos e outros tantos que nascem como flores em manhãs de Primavera...

6 comentários:

  1. Linda esta conversa (quase monólogo) com o mar, tendo por fundo a luz da lua...
    Um beijo
    Graça

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  2. Graça Pereira,
    sim,uma conversa de saudades do meu mar, e de ter vivido numa ilha...
    obg pelas tuas palavras e por estares aqui...
    Bjinho
    volta sempre

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  3. E a viagem, por mares nossos e dos outros, por mares de sangue e de cal, por mares com ida e sem regresso, faz de nós nautas da vida. E nos extremos das vagas, a desgraça, mas, sobretudo, a superação.

    Beijinho, nauta da escrita!

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  4. Andy:
    Viveste numa ilha?E agora não tens mar ao pé?
    É engraçado, eu nasci num planalto e vivi até aos 7 anos num deserto - que é uma outra forma de mar...depois vim viver para ao pé do mar e sinceramente também não sei o que tenho dele, nem tão pouco o que me atrai.

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  5. que seria de mim sem o nosso mar?seja em contacto com o corpo, em paralelo com a estrada ou a caminhada a pé, como vista da janela..horizonte sem limites..

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