16.1.10

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Cheguei ao Rossio e a magia aconteceu... na verdade, estive a escassos pretextos de não ir, tivesse o corpo se rendido ao cansaço e à chuva...
Mal saí da estação do Rossio senti o abraço da cidade...
As luzes quentes a contrastar com o frio e a chuva leve e certeira, mais pareciam o sol da noite, que banhava as ruas molhadas e a arquitectura da cidade...
Mesmo ao lado, o Teatro D.Maria II projectava luzes, imagens e sons poderosos para o exterior... que completava o encantamento do momento.
Os candeeiros adornavam tamanho fervilhar de anoitecer ... de olhos postos no céu senti a água que leve caía sobre aquela noite...
Se de dia a cidade transpira confusão, aquele momento era uma serenidade vivida, de pessoas tranquilas em vagarosas passadas... em cada pedaço de chão, encontrava uma história... o homem que acariciava o rosto da mulher que chorava, o homem solitário à chuva, a mulher gótica de longos cabelos pretos, as conversas de rua, os grupos...
por fim, o restaurante onde se falava e comia italiano, cheio de flores, acolhedor, com relógios de parede onde me perdi mais na sua própria beleza, do que propriamente no mistério do tempo que passava... os risos, as conversas, os silêncios, os amigos... tudo regado com o tempero e ambiente Italiano!
À saída... “ciao ragazzas”!

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