7.1.10

.

Espreitei quase a medo por entre as nuvens de espesso algodão que teimam em desabar na forma de chuvas mil... os meus olhos já encheram da miragem de céu denso que corta o respirar das emoções... que saudades do livre inspirar de um azul sem medida que sacia as palavras e até o gesto...
... apesar das ruas cinzentas, os caminhos continuam lá... as árvores cansadas de frio e água, estão lá, desfolhadas e mais pequenas aos meus olhos...
porventura uma atmosfera sombria fará brilhar por baixo da chuva ...
a verdade é que a vida continua... a vida diária, terrena, aquela que nos traz à memória que parar por instantes seria o silêncio perfeito para as mentes cansadas... exaustas já do maior cansaço, que nem as palavras já o conseguem contar na maior franqueza física.
No meio da monótona atmosfera os meus olhos pararam nos morangos, sim morangos que o senhor na rua vendia... demorei-me a relembrar aquele sabor que suculento de sumo se tornaria na minha boca, num dia de sol morno...

5 comentários:

  1. Já fui ver...Gostei muito das asas.
    Nos outros a sombra é o - conseguido...Observa bem a luz sobre....Gostei do traço.
    Beijo

    ResponderEliminar
  2. Em@,
    as asas não são minhas...não fui eu que as fiz.
    Bj

    ResponderEliminar
  3. Enquanto duram os dias de cinzentismo diluviano bíblico, os sentidos regeneram-se pousando sobre as coisas pequenas, vivas, coloridas e tácteis como... um morango. E o sol desponta, de novo, sem timidez, bem para lá do fruto.

    Beijinho, Amiga!

    ResponderEliminar
  4. Não?
    Pensei que sim.
    Tem que haver mais diferença entre a sombra e a luz. Percebes?
    Beijo

    ResponderEliminar
  5. Jorge,
    e não é que o sol tem mesmo despontado nestes dias? menos frio e seria perfeito...

    Bjinhos!

    ResponderEliminar