23.12.09

doce respirar

O som colorido do compasso das ruas fazem luz no coração da cidade.
Iluminada, num abafo sublime de frio constante... onde as árvores prometem ao vento o seu doce balançar, onde o vento promete à noite a brisa que o dia levou...
E nos passos rápidos das gentes há um tactear de esperança, de almas eloquentes, de mãos ardentes, de sorrisos prontos a esboçar a flor mais tímida de uma manhã de orvalho.
Ai como é doce este respirar! ... faz-me lembrar ser criança... correr para onde a alegria nos move o olhar, criar na infinita inocência do sentir, ser puramente Presente sem medo de perder o Amanhã ...
Faz-me rir, faz-me chorar, dançar... sonhar.
As vozes em hinos de glória entoam clamores... evocam o nascer, o crer e o infinito amor...
As mãos desenham traços de preces, gestos de calor... as lágrimas têm um doce sabor que pede aconchego ...
Não há cantares que se percam, não há gritos mudos que se deixem de ouvir... há um respirar pleno de emoção.
Os candeeiros da rua parecem mais lustrosos que nunca e as névoas de frio um conforto sereno que embala com a cantante chuva acariciando os corações mais tristes...

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