2.12.09

dos dias quentes...

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nas mil formas se ornamentava e com pequenos rendilhados brancos aleatoriamente dispostos se deixava perder pelo dourado...
o calor ficava nas ondas de vento que se despediam do dia... já se fazia prever o cantar das cigarras no transpirar oscilante dos arbustos quase ressequidos.
não havia vozes que calassem e passos que afugentassem...o pensamento.
nem aves de amplos voos, nem flores brancas...a paisagem seca, perdida...
ao longo da fileira de águas abandonadas pelo doce cantar...debruavam-se covas de espera... o seco dia fitava o horizonte longínquo.

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