24.10.09

caixa de sonhos


Se cada um de nós pensasse na sua caixinha de sonhos, iria descrevê-la de uma forma única e irrepetível.
Todas as noites essa caixa de veludo cheia de brilhantes prateados e tons azul escuro e rosa... abre-se e leva-nos numa melodia que a nossa mente misteriosamente constrói e desconstrói.
Imagens, sensações, desejos, medos e tensões são acolhidos nesse recanto que enfeitamos ou não, com o que antecipamos ou com o que desejamos de nós....
Tantas vezes sem nexo ou rasgos de realidade, aventuramo-nos numa viagem que nos traz a sensação plena de bem-estar ou de dor, encarnada em imensos campos de flores e sorrisos colados em raios de sol ou no amargo fel que nasce no breu da noite ou nos dias mais sombrios...

“Em todas as pessoas, por mais que não pareça, há uma despensa de sonhos. Alguns que depois de sonhados se foram guardando, mais ao menos amarrotados e por escovar. Outros que lá foram parar embrulhados no papel colorido com que pousaram em nós, de surpresa.” – Eduardo Sá

Sem dúvida, um dos muitos privilégios que podemos sentir...e soltar as coloridas asas e voar num fulgor como se os dias reais não dessem tempo e espaço para nos darmos a tamanho luxo e fantasia.
E perdoem-me mais uma vez evocar Eduardo Sá mas admiro a beleza terna e simples com que escreve sobre tudo,
“...sempre que não podemos dizer, com simplicidade, “Abraça-me e não me perguntes porquê”, há uma parte de nós que se esgueira para a despensa dos sonhos. E por lá fica, num “já não sei se sei sentir”.

“... o grande privilégio dos sonhos não passa por antecipar o futuro mas para deixar que ele aconteça.”

Só me resta apenas desejar ... muitos bons sonhos!

1 comentário:

  1. Abraço-te, e não te pergunto porquê! ;)
    Gosto muito de ti.

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