sala dos espelhosA Sala dos Espelhos no Palácio estava cheia, num silêncio murmurado, as pessoas aguardavam o acender das vozes ...
nós aguardávamos nas catacumbas do palácio, outrora uma cozinha ou sala de arrumos, contrastava com a beleza de tudo o resto mas até por isso era misterioso ali estar.
Antes de começar o concerto, o maestro apresentou o Grupo e as peças que iríamos cantar, aviso prévio do palácio “não se encostem à talha dourada”...
Chegara o momento de enfrentar os olhares em nós,
e num ambiente palaciano o meu coração quase se ouvia pela assistência ou pelo menos assim era essa a minha sensação ...
olhos postos no maestro... e ...
as vozes dos contraltos, sopranos, tenores e baixos soltaram-se e deram vida a uma das mais belas salas do Palácio.
Os espelhos não partiram, as pessoas não abandonaram o espaço, cada vez chegavam mais..., houve grandes aplausos, deduzo que correu bem...
no final as vénias de agradecimento, as flores...mais aplausos e vénias...
Adorei o ambiente ... acima de tudo adorei cantar.
Agradecimentos: aos espelhos que se mantiveram firmes e à talha dourada, obviamente! :)
Ao maestro pela forma como acolheu os novos coralistas e incentivou para este concerto (Ele não irá ler isto mas em todo o caso...)
Ao público, amigos e família presentes, aos que me apoiaram...
E a ti N. por teres visto o cartaz a pedir novos coralistas e me teres incentivado a ir às audições ...
E muitos mais concertos irão acontecer ou pelo menos assim espero...