18.8.09

Entardecer


Há no entardecer a nostalgia das cores esbatidas e de um perpétuo dourado que sempre me faz sorrir...
Há como que uma tristeza no horizonte porque o dia termina e com ele um último sopro de vento passa por mim...
Há como que um último olhar que voa como um pássaro em busca dos últimos raios de sol.
E é a melancolia do dia que agridoce acalma a poeira em todas as ruas da minha vida...
Um regresso a casa que ampara...
Neste fim de dia que se esbate no lápis a carvão, o último traço a pincel na tela perdida...
É a melodia da vida que ao meu ouvido canta, embala e dá força aos meus passos inquietos.
É o luar que em tons de prata tinge estas meras palavras...que da minha alma nascem num simples entardecer.

1 comentário:

neblina

o rasto de fumo apagava-se na porta entreaberta e ficava o silêncio da noite e uma ou outra palavra por dizer. O cheiro do cigarro apagado e...