30.8.09

Jean Antoine Watteau

Seated Woman, 1716–17
Jean Antoine Watteau (French, 1684–1721)
Black, red, and white chalk
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Cor sanguina com giz branco e lápis de carvão, juntamente com a cor creme do papel é perfeita para representar a cor da pele...
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Jean-Antoine Watteau, mais conhecido por Antoine Watteau ou simplesmente Watteau, nasceu em 10 de Outubro de 1684, em Valenciennes, na França, centro da região de Hainaut, recém-incorporada ao território francês pelas tropas de Luís XIV, e morreu em 18 de Julho de 1721, em Nogent-sur-Marne, aos 37 anos. Foi um grande pintor francês do movimento rococó.

28.8.09

A mente

A mente foi sempre fonte de curiosidade. Algo enigmático e surpreendente.
A mente está em constante diálogo com o nosso corpo, faz parte dele e podem coexistir em verdadeira sintonia.
“Uma mente, aquilo que define uma pessoa, exige um corpo, e um corpo, um corpo humano, claro, gera naturalmente uma só mente. A mente é de tal modo modelada pelo corpo e destinada a servi-lo que apenas uma mente pode nele surgir”. (António Damásio, 1999:172).
Poder-se-á considerar que a mente tem a possibilidade de comunicar com o corpo e então encontrar formas de se auto regular ou encontrar o equilíbrio necessário. Digamos que o nosso desejo profundo de nos curarmos ou de nos reestabelecermos mais ou menos depressa é em si próprio uma forma de comunicar com o nosso Eu, e assim accionar no nosso Ser, todas as possibilidades para a cura. Quantas vezes a expressão tão comum “não posso adoecer”, produz efeito. Como refere Hesbeen, (2000) a nossa capacidade pessoal para evitar ou retardar a doença é assim estimulada...

27.8.09

Dire Straits

Que sou de mim...


Os dias passam, o tempo vagueia, aparentemente calmo e sereno.
E enquanto a vela arde e se desfaz em aromas as horas parecem suspensas por um fio...
E enquanto a música toca, o corpo parece resistir ao cansaço que se quer libertar.
E na penumbra da sala, sinto o veludo junto à pele e escorrego na quente textura dos tecidos.
E no alinhamento da lareira sigo o relógio de madeira que teima em parar...
Esboço um sorriso e penso...
Que sou de mim?...

25.8.09

Selo



Este amoroso selo foi oferecido por Maria Izabel Viegas do blog, http://memoriasdevidaspassadas.blogspot.com/, muito obg e um grande bjinho Izabel!

Tem as seguintes etapas:

  • passá-lo a 5 blogs mágicos
  • escolher uma música mágica
  • nomear um filme mágico
  • uma viagem mágica
  • uma maquilhagem mágica

Ofereço a todos os que por aqui passarem... e prontificarem-se a responder a este interessante desafio.

A música escolhi Mysteries de Beth Gibbons que já anteriormente postei, é mágica na simplicidade e beleza e na nostalgia que traz na melodia e nas palavras...



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O filme escolhi Patch Adams que também anteriormente já postei, a magia está na forma como o personagem conquista o coração de quem o vê na tela assim como de quem cuida e trata porque trata-se de uma história real e é a prova viva de que tratar alguém enquanto doente é sobretudo também cuidar da sua alma e não só do seu corpo físico.


A viagem mágica, República Dominicana, encantei-me com as temperaturas tropicais, o mar azul turquesa a banhar a areia branca e fina, as flores...
A maquilhagem mágica, olhos de risco preto e sombra esbatida, lábios com brilho ou sem nada...

24.8.09

olhar


Num pestajenar
e solta-se o olhar
num brilho
que antecede o do coração
desprende-se em flecha
suave
quente
...um sopro de véu lilás.

23.8.09

Magia



Este lindo selo foi oferecido por Rosa Araújo do blog Aprendiz de Feiticeiro, http://aprendizdefeiticeironoreinodehermes.blogspot.com/, um blog cheio de encanto que fala do que mais me encanta :) estrelas muitas estrelas e muito muito mais...
Muito obrigado e um grande beijinho.

1º passo: repassar para três Blogs onde a Magia acontece.
2º passo: mostrar a minha área de trabalho.

Em relação ao primeiro passo, estou numa fase em que não consigo escolher apenas três blogs por onde a Magia acontece, perdoem-me mas ofereço a todos aqueles que escrevem o que sentem e o que lhes fascina, pois aí reside a verdadeira magia!

Quem quiser levar o prémio, é vosso.

O segundo passo, a minha área de trabalho reside basicamente nisto:

22.8.09

viver

É curioso, o corpo pode demorar a dar os seus sinais de excesso de stress físico e interior mas acaba por se revelar SEMPRE... e apesar de ter tido tantos e tantos sinais para parar, descansar e acalmar, eu continuei na minha luta diária porque assim tinha de ser e assim realmente tem de ser mas talvez a minha forma de me entregar às coisas deva ser diferente...
Após quase 24h num hospital, com uma situação aguda, grave não pela situação em si mas pelas complicações que possam daí advir, vejo-me obrigada a repousar para acalmar o corpo e desejando que as complicações não passem por mim e me deixem viver.
Há umas semanas atrás falava-se sobre a morte num blog de uma forma corajosa e positiva e eu comentava com o meu lado inquieto, a minha dificuldade em lidar com esta temática.
Desde miuda, desde que me sinto, que a morte, simboliza para mim uma perda irreparável, um roubo de vida...não me perguntem de onde surge este medo mas encaro-a sempre com grande desgosto.
Faço parte deste mundo terreno que me liga intensamente com o abstracto e espiritual e porque somos realmente um Todo, sinto que talvez um dia consiga ter outra visão sobre a morte.
Sinto-me enraizada nesta vida e este lado desconhecido é como se fosse um cortar destas raízes ao mundo que amo.
E independentemente de sonhos realizados ou não, é nesta vida que me encontro, foi esta vida que conquistei, ganhei algumas lutas perdi outras, sorri, chorei, sofri, amei...como todos assim o fizeram.
Vivi e vivo intensamente as coisas, se calhar mais do que onde os meus passos me podem levar, por isso aquieto as asas e apenas me deixo levar por uma melodia mais calma da vida, se calhar dando-me mais atenção e ouvindo mais os meus limites físicos...
Mas não me tirem a possibilidade de ver o nascer do sol, o verde que nasce da terra, a lua...de sentir o perfume das flores, a brisa suave, os meus filhos e os seus sorrisos francos, as suas mãos carinhosas e os seus cheiros onde mergulho diariamente como se fosse uma poção mágica para o meu bem estar interior e o calor da família que todos anseiam e sonham ter...
O que vem a seguir não sei, apenas quero vida...

18.8.09

Entardecer


Há no entardecer a nostalgia das cores esbatidas e de um perpétuo dourado que sempre me faz sorrir...
Há como que uma tristeza no horizonte porque o dia termina e com ele um último sopro de vento passa por mim...
Há como que um último olhar que voa como um pássaro em busca dos últimos raios de sol.
E é a melancolia do dia que agridoce acalma a poeira em todas as ruas da minha vida...
Um regresso a casa que ampara...
Neste fim de dia que se esbate no lápis a carvão, o último traço a pincel na tela perdida...
É a melodia da vida que ao meu ouvido canta, embala e dá força aos meus passos inquietos.
É o luar que em tons de prata tinge estas meras palavras...que da minha alma nascem num simples entardecer.

Nervos D'Oiro

Meus nervos, guizos de oiro a tilintar
Cantam-me n'alma a estranha sinfonia
Da volúpia, da mágoa e da alegria,
Que me faz rir e que me faz chorar!

Em meu corpo fremente, sem cessar,
Agito os guizos de oiro da folia!
A Quimera, a Loucura, a Fantasia,
Num rubro turbilhão sinto-As passar!

O coração, numa imperial oferta.
Ergo-o ao alto! E, sobre a minha mão,
É uma rosa de púrpura, entreaberta!

E em mim, dentro de mim, vibram dispersos,
Meus nervos de oiro, esplêndidos, que são
Toda a Arte suprema dos meus versos!

Florbela Espanca, in "Charneca em Flor"

13.8.09


Há qualquer coisa nos pierrots que me prendem o olhar...

Falta de ar

Estar constipada no verão é uma loucura.
Parece que falta o ar, a garganta fica seca, a minha voz falha, até a alma fica em silêncio...e a sensação de planar sobre uma atmosfera quente quase que faz doer.
E não apetece o chá porque está calor e não apetece a cama porque está calor e nada apetece...porque simplesmente nada resolve este estado enervante ...

10.8.09

Dríade


"As ninfas são espíritos, geralmente alados, habitantes dos lagos e riachos, bosques, florestas, prados e montanhas.
Apesar de serem consideradas divindades menores, espíritos da natureza, as ninfas são divindades às quais todo o mundo Helénico prestava grande devoção e homenagem, e mesmo temor. Não podemos esquecer que,de acordo com a mitologia grega, Hérmia era a rainha das fadas e ninfas.
A dríade ou dríada, na mitologia grega, era uma ninfa associada aos carvalhos. De acordo com uma antiga lenda, cada dríade nascia junto com uma determinada árvore, da qual ela exalava. A dríade vivia na árvore ou próxima a ela. Quando a sua árvore era cortada ou morta, a divindade também morria. Os deuses frequentemente puniam quem destruía uma árvore. A palavra dríade era também usada num sentido geral para as ninfas que viviam na floresta.
As driades também eram consideradas feiticeiras na mitologia nórdica.Mas há outras fontes que apontam que elas eram criaturas mitologicas que habitavam as florestas e bosques e davam presentes aos homens que as protegiam de lenhadores, quando ficavam furiosas elas engoliam os homens e eles nunca mais eram vistos outra vez."

Prémio


Este lindo selo foi oferecido por Maria Izabel Viégas, do blog
um blog cheio de encanto e sabedoria e com uma atmosfera que muito me tranquiliza...
muito obg!

Ofereço este selo aos seguintes blogs que muito admiro:

9.8.09

Quinta da Regaleira


Pela misticidade e grandiosidade desta Quinta escondida no arvoredo de Sintra, vale a pena conhecê-la, localizada em pleno Centro Histórico de Sintra, a Quinta beneficia de um micro-clima que lhe confere ainda mais o seu lado misterioso pelos constantes nevoeiros a povoar e a embelezar este monumento que guarda histórias desde há mais ao menos 200 anos.
Carvalho Monteiro pelo traço do arquitecto italiano Luigi Manini faz nascer um palácio rodeado de luxuriantes jardins, lagos, grutas e construções enigmáticas, lugares estes que ocultam significados alquimicos, como os envocados na Maçonaria, Templários, Rosa Cruz, assim dizem os escritos.
O bosque denso e ríquissimo não está disposto ao acaso mas sim de forma mais organizada na parte inferior da quinta e mais selvagem na parte superior.
Existe o patamar dos Deuses composto por nove estátuas dos deuses greco-romanos.
Há um poço subterrâneo de fazer suster a respiração, composto por uma escadaria em espiral que desce até ao fundo do poço. A escadaria é composta por 9 patamares separados por 15 degraus cada um, invocando referência à Divina Comédia de Dante e que podem representar os 9 círculos do inferno, do paraíso ou do purgatório. No fundo deste poço está embutida em mármore uma rosa dos ventos, sobre um cruz templária indicativo da Ordem Rosa-Cruz.
Acredita-se que este poço era usado em rituais de iniciação à maçonaria. A simbologia do local está relacionada com a crença que a terra é o útero materno de onde provém a vida, mas também a sepultura para onde voltará.
Está misteriosamente ligado por várias galerias ou túneis a outros pontos da quinta.
Túneis estes que foram habitados por morcegos, a pedra que os revestem dão a sugestão de um mundo submerso.
Tem uma capela, Capela da Santíssima Trindade, nela está representada Santa Teresa d’Ávila e Santo António. No meio está representado o mistério da Anunciação. No interior vê-se Jesus depois de ressuscitar coroar uma mulher que pode ser Maria ou Madalena (de uma teoria mais controversa ). Esta capela tem igualmente um túnel obscuro com portas entre abertas e que dá acesso a uma parte do jardim.
Sem dúvida uma luxuante e enigmática arquitectura que me faz questionar sobre as vivências ocultas que por ali passaram...
Assim como a necessidade de criar espaços de luz e de breu, como se estivesse simbolizado a luz e vida, as trevas e a morte.
Faz lembrar seres que se transformam, almas que se perdem ou encontram na obscuridade.
Faz lembrar Condes Dráculas e morcegos.
Seria impossível para mim aflorar mesmo que por perto um daqueles túneis durante a noite, uma vez que até durante o dia impõe o seu imponente respeito principalmente se pensarmos nas pessoas que por ali passaram...
Há um misterioso perfume fresco e floral dentro dos túneis e das grutas...
Fica aqui apenas uma sugestão...
não são permitidas visitas à noite na Quinta, no entanto o seu cenário é usado à noite como pano de fundo para dar vida a peças de teatro e concertos musicais desde o clássico até o rock, assim como canto lírico.

8.8.09

"A Tempestade" de William Shakespeare


"A tempestade é uma história de vingança, é uma história de amor, é uma história de conspirações oportunistas, e é uma história que contrapõe a figura disforme, selvagem, pesada dos instintos animais que habitam o homem à figura etérea, incorpórea, espiritualizada de altas aspirações humanas, como o desejo de liberdade e a lealdade grata e servil. Uma Ilha é habitada por Próspero, Duque de Milão, mago de amplos poderes, e sua filha Miranda, que para lá foram levados à força, num ato de traição política. Próspero tem a seu serviço Caliban, um escravo em terra, homem adulto e disforme, e Ariel, o espírito servil e assexuado que pode se metamorfosear em ar, água ou fogo. Os poderes eruditos e mágicos de Próspero e Ariel combinam-se e, depois de criar um naufrágio, Próspero coloca na Ilha seus desafetos (no intuito de levá-los à insanidade mental) e um príncipe, noivo em potencial para a filha. Se o amor acontece entre os dois jovens, se a vingança de Próspero é bem-sucedida, se Caliban modifica-se quando conhece os poderes inebriantes do vinho numa cena cômica com outros dois bêbados, tudo isso Shakespeare nos revela no enredo desta que por muitos é considerada sua obra-prima – uma história de dor e reconciliação."

"We are such stuff as dreams are made on." ("Somos da mesma substância que os sonhos").


Em Sintra até dia 13 de Setembro na mística Quinta da Regaleira.

3.8.09

Asas


Trago nas asas os ventos
Do norte e do sul
Trago o voar lânguido
Entre vales esquecidos
De um verde encantar
A memória das águas límpidas
Que esculpem a sua história
Entre pedras de um tempo secular
O voar sobre um rio elegante
Que airosamente me chama
E me faz perder no seu calmo estar
Trago asas de orvalho
De um céu cinzento que toldava
As tantas planícies de tão belas
Que apetecia ficar...