14.7.09

Ruas vazias

Sara fugia entre as ruas vazias onde a noite calou o dia...
O som dos seus passos marcavam o compasso daquela fugaz noite.
Unicamente os candeeiros iluminavam o seu olhar vidrado... Sara soltava o corpo a cada passo que acolhia a noite.
E se a solidão daquelas ruas a assustavam também lhe davam a sensação de “mundo meu”.
Parou no miradouro que avistava o rio calmo que espelhava as luzes e onde se demorou por instantes... até o momento em que uma voz a assustou e outras se seguiram e os vultos começaram a ser demasiados. Com fortes passos, tanto quanto os sapatos altos lhe permitiam correr...fugia incansável.
Quando já o suor se misturava com as lágrimas, parou...sem saber para onde ir.
Encontrava-se perto do rio que agora lhe parecia imenso, deixou-se contagiar pela sua calma e pelo som da água a aflorar a enseada. O olhar perdia-se no horizonte e nenhum momento lhe pareceria tão fugaz e intenso como aquele...

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