5.6.09


Encontrei isto e achei lindo, quem me dera saber escrever assim...


Onde os meus pés estiverem,
Aí estará a minha raíz para me sustentar,
Para me erguer e me lançar nas asas do vento,
Da chuva e do sol.

Quando o meu chão se abala e estremece,
É a minha raíz sacudindo os galhos, os frutos e os talos...
Que só a lucidez já me quis...

E quando o meu ódio é frio, e o meu amor é ardente,
São as asas da vida equilibrando os planos...
E quando a minha voz faz questão de dar o meu segredo,
E o meu coração revelar os meus desejos,
São os palcos da vida levantando os panos...

Aonde a razão me levar, sob o chão estará a minha raiz,
Para me fortalecer, me fortificar, romper, perdoar ou calar,
E se um dia o meu sol se esconder,
É que a noite também vive em mim,
E a lua virá para alternar as minhas marés,
E as estrelas guiarão os meus pés...

E quando o que em mim é sagrado se torna profano,
É que,
Anunciada a vida,
Há um querer mais cigano,
É que a luz dessa noite me quer com mais clareza,
E nas veias do mundo
Eu sou sangue que alimenta, eu sou coragem!

As estradas da vida são uma eterna coragem,
E aí se revela a minha natureza...


Ana Cunha

1 comentário:

  1. Escreve, escreve muito. Lê, lê muito. A poesia também se faz de praticar. :) Beijo.

    ResponderEliminar