29.6.09

E por que é que tudo é desculpa para adoçar a boca com qualquer alimento seja ele de que forma ou feitio for?... apenas deverá ser doce!
As papilas gustativas pedem-no seja por que motivo for, se está sol é porque está um lindo dia e isso é motivo de alegria e há que nos interligarmos com o universo e celebrar este acontecimento com um doce. Se faz chuva e o tempo está cinzento capaz de nos deprimir até há mais ínfima célula do nosso corpo, temos de comer um doce para nos alegrarmos....
Na realidade ás vezes parece que o corpo pede mesmo alguma energia fornecida por estes hidratos de carbono de absorção rápida, que têm um despoletar de emoções energizantes mas também tranquilizantes, harmonizantes e apaziguadoras.
Enfim, sem ser as questões climatéricas há uma infinidade de desculpas...o simples facto de acabar de almoçar mas ...”parece que me falta qualquer coisa...”
Ou então o momento que antecede a aula de ginástica... “vou precisar de energia, tem de ser não há hipótese”, mas se porventura a preguiça é tanta que não há lugar para a aula também há a justificação, que preciso de arrebitar e pronto mais um doce docinho.
Ou pura e simplesmente, o dia não está a correr bem e sentimos o chão a faltar e ...
Felizmente nem toda a humanidade sente isto como eu... e exageros à parte, haverá algo mais doce que um doce?

28.6.09

"O teu blog é um amor"

Recebi o prémio "O teu blog é um amor", referente ao post "Footprints in the sand", oferecido por Lopes, muito muito obrigado, é lindo o prémio e muito apetitoso!

As regras são:

  • Dizer as 5 pessoas mais importantes
  • Indicar 10 blogs merecedores do prémio
  • Dizer as séries preferidas

Sendo que...


... esta imagem simboliza as pessoas mais importantes.

Ofereço este prémio a todos os que passarem por aqui e o quiserem partilhar...

As minhas séries preferidas são:

  • Anatomia de Grey
  • Começar de novo
  • Irmãos e irmãs

25.6.09

Mar


Gosto de sussurrar com o vento
Na brisa ao longe que se afasta
Levantar voo em plenos mastros
Balançar na doce dança das águas

Footprints in the sand


O manto quente cai na mais sossegada tarde...
Em que apenas o som das ramagens é o único trazido pelo vento.
Naquele jardim onde Maria sentada com o corpo desalinhado, caído sobre si próprio, como se quisesse ouvir o coração, forte e mais forte, quanto mais se aproximasse do peito.
Num desalento todas as tardes em passadas largas recorria àquele jardim e ali ficava horas, minutos...
Era sempre o seu momento, o seu reencontro...
Se as lágrimas desarmassem e se as linhas finas do seu rosto falassem...num olhar profundo cinzento, longe no horizonte, longe do presente e perto da saudade.
Tenta alcançar o tempo com o gesto das mãos perdidas, trémulas, soltas no ar...
Na memória daqueles cantos, recantos e encantos.
Ao colher a flor mais perfeita demora-se nos traços das suas mãos que denunciam a sua já frágil idade.
Agora tristes os cabelos, outrora foram brilhantes, cheios de movimento que lhe guarneciam o rosto e o olhar desprendido e ávido de vida.
O corpo cansado pelo tempo, pelas horas, acusam os movimentos lentos da idade e a calma que a vida lhe ensinou a esperar e a desesperar.
Maria sente os dias mais demorados, sem fim.
Relembra-se quando em menina tinha medo da noite e desejava que fosse sempre dia.
Hoje anseia pela noite que sabe que lhe traz a aproximação do outro dia...esperando que a vida lhe leve os dias infinitos. Porque a vida já não lhe trará o rebentar do peito em fulgor, a dança do corpo em tempestivas emoções, o desprendido coração numa corrida acelerada para a melodia mais sentida.
Porque a vida simplesmente já não lhe dirá que na noite há a lua que a escuta, que supostamente escrevia em céu celeste os seus pensamentos e que decalcava os seus passos como uma história de vida que ficaria inscrita nas estrelas que nem os temporais ou ventos mudariam o seu rumo...

24.6.09

Splendor in the Grass



From William Wordsorth's Ode on Intimations of Immortality

What though the radiance which was once so bright
Be now forever taken from my sight,
Though nothing can bring back the hour
Of splendor in the grass, of glory in the flower,
We will grieve not, rather find
Strength in what remains behind

poem from Splendor in the Grass

Ser congruente é estar em harmonia entre aquilo que se pensa, diz e faz...
Congruência é um estado de honestidade emocional.
Se todas as mensagens verbais e não verbais estiverem alinhadas com o
significado que querem transmitir, não há possibilidade de intuições não confirmadas ou de sensação de desconexão...

21.6.09

Acordaram-me de um sonho tão estranho...
nada parecia real mas também me parecia ter traços perfeitos de recantos já sonhados.
Por muito que durante um sonho se sinta que se está a sonhar não conseguimos sair dele...e de corpo e alma estamos nele embrenhados. Tudo se mistura, tudo ou nada se encontra, nada tem nexo ou tudo faz sentido, uma verdadeira confusão...
E nestes sonhos de mistério, sangue, suor e lágrimas...ainda bem que me acordaram.

Prémio Boa Disposição


Recebi um prémio fantástico com uma regra ainda mais fantástica (mas já lá vou)... foi-me oferecido por Lopes, o blogger mais divertido e inovador que conheço.
Tenho tanto que aprender com ele! O seu blog é uma constante aventura e descoberta... e está lindo.
Tem feito uns testes incriveis que me têm matado a rir!
Ofereceu-me o “Prémio Boa Disposição” que tem como regra, dar pelo menos uma gargalhada por dia e encontrar pelo menos três coisas por que possa agradecer.

Para todos os que por aqui passem, levem também esta regra convosco, será concerteza uma boa forma de ultrapassar dias mais cinzentos.

Bjinhos e muitas gargalhadas!

20.6.09

CREPUSCULAR

A incerteza cai com a tarde
no limite da praia. Um pássaro
apanhou-a, como se fosse
um peixe, e sobrevoa as dunas
levando-a no bico. O
seu desenho é nítido, sem
as sombras da dúvida ou
as manchas indecisas da
angústia. Termina com a
interrogação, os traços do fim,
o recorte branco de ondas
na maré baixa. Subo a estrofe
até apanhar esse pássaro
com o verso, prendo-o à frase,
para que as suas asas deixem
de bater e o bico se abra. Então,
a incerteza cai-me na página, e
arrasta-se pelo poema, até
me escorrer pelos dedos para
dentro da própria alma.

Nuno Júdice

.

16.6.09

René Magritte


René François Ghislain Magritte (Lessines, 21 de Novembro de 1898 - Bruxelas, 15 de Agosto de 1967) foi um dos principais artistas surrealistas belgas.

Pintor de imagens insólitas, às quais deu tratamento rigorosamente realista, ultilizou-se de processos ilusionistas, sempre à procura do contraste entre o tratamento realista dos objetos e a atmosfera irreal dos conjuntos.

Suas obras são metáforas que se apresentam como representações realistas, através da justaposição de objetos comuns, e símbolos recorrentes em sua obra, tais como o torso feminino, o chapéu côco, o castelo, a rocha e a janela, entre outros mais, porém de um modo impossível de ser encontrado na vida real.

14.6.09

Namasté



Namastê ou namasté é um cumprimento ou saudação falada, bastante comum no Sul da Ásia. Namaskar é considerado uma forma ligeiramente mais formal, mas ambas as expressões expressam um grande sentimento de respeito.

Utiliza-se na India e no Nepal por hindus, sikhs, jainistas e budistas. Nas culturas indianas e nepalesas, a palavra é dita no início de uma comunicação verbal ou escrita. Contudo, o gesto feito com as mãos dobradas é feito sem ser acompanhado de palavras quando se despede. Na ioga, namaste é algo que se dirá ao instrutor e que, nessa situação, significa “sou o seu humilde criado”.

Literalmente significa "curvo-me perante ti"; a palavra provém do sânscrito namas, "curvar-se", "fazer uma saudação reverencial", e (te), "te".

Quando dito a outra pessoa, é normalmente acompanhada de uma ligeira vénia feita com as duas mãos pressionadas juntas, as palmas tocando-se e os dedos apontando para cima, no centro do peito. O gesto também pode ser realizado em silêncio, contendo o mesmo significado. É a forma mais digna de cumprimento de um ser humano para outro.

Quando dito a outra pessoa, também poderá significar: "O Deus que há em mim saúda o Deus que há em ti".

vento

No vento que traz o mar
Ouve-se o gemido
Da lua
Que em céu celeste
Se escondeu
Vento eloquente
Vento quente
Em tempestade se estendeu
Vento meu
Vento mundo
Desprende-se em flecha
Desde a terra
Que avizinha o mar
Até à montanha
E ao luar...
No seu sofrido lamentar
No sussurro
E no mar
Voam as aves
Tantas a navegar

E se por as estrelas passas
Não me vens contar
A beleza que têm
E o seu doce brilhar
Quando de perto as sentes
As estrelas cadentes
De fogo a brilhar...

13.6.09

Imagine



Imagine there's no heaven
It's easy if you try
No hell below us
Above us only sky
Imagine all the people
Living for today...

Imagine there's no countries
It isn't hard to do
Nothing to kill or die for
And no religion too
Imagine all the people
Living life in peace...

You may say I'm a dreamer
But I'm not the only one
I hope someday you'll join us
And the world will be as one

Imagine no possessions
I wonder if you can
No need for greed or hunger
A brotherhood of man
Imagine all the people
Sharing all the world...

You may say I'm a dreamer
But I'm not the only one
I hope someday you'll join us
And the world will live as one

10.6.09

O assunto de hoje tem “bolinha” mas não resisto a falar disto...
Falar de sexo, sempre foi motivo de curiosidade, necessidade, interesse e aceitação, pelo menos para a maioria das pessoas...
Nem sempre se falou dele abertamente, já foi um tema escondido, pouco conversado, quer entre pais/filhos, casais ou até mesmo em escolas. Cada vez mais e também devido às doenças sexualmente transmissíveis e a necessidade de as prevenir, o sexo tem sido um tema mais explorado e discutido entre casais, famílias, escolas, centros de saúde e meios de comunicação.
Um dia enquanto fazia zapping na televisão, deparo-me com o programa desta senhora que me prendeu totalmente e digo-vos porquê...não propriamente pelo conteúdo, ou pelas questões colocadas pelos ouvintes, mas pela descontracção e direi mesmo excelente e simples forma de responder a todas as dúvidas colocadas pelas pessoas.
A senhora tem aquela idade respeitável que aparenta e uma agilidade para falar de sexo, que se revela na sua postura verbal e não verbal.
As questões colocadas são variadas, “de todas as formas e feitios”. Algumas e com o devido respeito pelas pessoas que as colocam, nem parecem reais...
Há uma parte do programa destinada a apresentar novidades e objectos para proporcionar prazer e então há uma infinidade de coisas apresentadas com uma ligeireza e boa disposição indiscutivel.
Chega-se no entanto a meio do programa e sente-se, isto é puramente sexo, fala das práticas sexuais, formas de aumentar prazer sexual mas falta qualquer coisa.
Fez-me ter saudades dos programas do Prof. Júlio Machado Vaz que também falava de sexo mas também de relações, cumplicidade e amor.
Um programa não invalida o outro se calhar, para umas pessoas resultará um melhor que outro...
Vejam só um bocadinho.

7.6.09


Florestas e vales esquecidos
pela noite...
no seu murmurar fazem lembrar à lua
que a terra ainda fervilha em adormecidos
cantares dos pássaros que na noite
espreitam por entre as ramagens...
O pulsar da noite deseja
O manto prateado que abafa o breu
E as folhagens que a lua beija
Embalam os sons da noite...

No lago se espelha o rasto branco
Com a neblina se misturam vapores
Na noite quente e em franco
transpirar da noite
Ouvem-se passos que pisam
As folhas húmidas no chão escuro
Ofegante respiração
Passos que se apressam
Perseguindo a lua
A lua nua...

Andrea Bocelli

5.6.09


Encontrei isto e achei lindo, quem me dera saber escrever assim...


Onde os meus pés estiverem,
Aí estará a minha raíz para me sustentar,
Para me erguer e me lançar nas asas do vento,
Da chuva e do sol.

Quando o meu chão se abala e estremece,
É a minha raíz sacudindo os galhos, os frutos e os talos...
Que só a lucidez já me quis...

E quando o meu ódio é frio, e o meu amor é ardente,
São as asas da vida equilibrando os planos...
E quando a minha voz faz questão de dar o meu segredo,
E o meu coração revelar os meus desejos,
São os palcos da vida levantando os panos...

Aonde a razão me levar, sob o chão estará a minha raiz,
Para me fortalecer, me fortificar, romper, perdoar ou calar,
E se um dia o meu sol se esconder,
É que a noite também vive em mim,
E a lua virá para alternar as minhas marés,
E as estrelas guiarão os meus pés...

E quando o que em mim é sagrado se torna profano,
É que,
Anunciada a vida,
Há um querer mais cigano,
É que a luz dessa noite me quer com mais clareza,
E nas veias do mundo
Eu sou sangue que alimenta, eu sou coragem!

As estradas da vida são uma eterna coragem,
E aí se revela a minha natureza...


Ana Cunha

4.6.09

Dourado


Selo oferecido pela Maria Paula Ribeiro, do BANDARRAVET.
Muito obrigado,
É lindo!

EU SOU LUZ E QUERO ILUMINAR...

a Vida de quem me rodeia, nem que seja apenas com um simples sorriso, um gesto ou uma palavra.

Atribuo condecoração aos blogues que iluminam a estrada da minha vida.
Quando por eles passo, sinto amor, paz, sabedoria.

Circum-viagem
http://circum-viagem.blogspot.com/

M´bue de Lopes
http://buedelopes.blogspot.com/

Super-Ianita
http://superianita.blogspot.com/

Ler e escrever sobre pensamentos
http://wwwpoesiasepensamentos.blogspot.com/

Espelho meu...Reflexo nosso...
http://espelhomeureflexonosso.blogspot.com/



As regras criadas por quem começou a corrente são estas:

1) Completar a frase "Eu sou Luz e quero Iluminar..."
2) Deixar um aviso de recepção a quem enviou o prémio.
3) Passar o selo a cinco blogues que consideremos blogues de luz
.

3.6.09

Violeta



Recebi um selo violeta oferecido pela Maria de Fátima do blogue Portal Mágico. Este selo representa as sensações que a cor violeta traz para a nossa mente. É atribuído a blogues que nos lembram algumas das sensações da cor violeta: magia, encanto, graciosidade, magnetismo e tudo aquilo que parece mágico.
Maria de Fátima muito obrigada por este prémio.
Devo passar a mensagem, pelo que aqui ficam os meus premiados...

Pequenos Pormenores
Livro de Reclamações, sff!?
Trespassa meu corpo e aconchega minha alma
Terras de Algodão

As regras deste selo são:
-Exibi-lo no seu blogue, explicar as regras do mesmo, nomear os seus premiados para esta categoria, avisá-los de seguida.

2.6.09

As mãos


Nas minhas mãos há traços de vida que se emarenham em trilhos desconhecidos.
Há um passado que lhes dá forma, um presente que traz a textura e um futuro longínquo que se afigura.
Mãos que tremem quando a alma sente e o coração não aguenta...
Já senti as dores de alguém, já cuidei, tratei e amparei sofrimentos que se ouvem apenas na voz do vento e que têm o sabor da vida, amargo ou doce...o sabor da vida.
Nas mãos carrego a expressividade do que tanto vivi e do que não vivi.
No gesto espontâneo, no gesto contido...
Na sombra do sol ou da lua são sempre as minhas mãos, intempestivas ou calorosas falam do que sinto...
Já senti nas mãos a terra húmida e necessitei conhecer o seu sabor e cheiros...
Hoje pego no lápis de carvão e escrevo sentidos sentires...desenho sombras, silhuetas, desejos.
Através das mãos dou asas à voz que tantas vezes se intimida, apaga e não se faz ouvir.
Não têm a beleza das flores mas têm o calor do sol.
Não têm a robustez das árvores mas têm o mistério das fases da lua...
Trazem em si a fragilidade da minha alma, por vezes a coragem... nessas minhas mãos.