6.5.09

O paladar



Já aqui falei dos cinco sentidos, do olfacto, do toque ... e hoje ocorre-me falar do paladar. Não que vá dizer algo de novo ou poético, apenas salientar que há fases na vida de uma pessoa que as papilas gustativas tomam conta de nós :)...não sei se isto já vos aconteceu...
Para além de ser quase um mistério a forma como os sabores nos fazem sentir um bem estar que ultrapassa o meramente físico e nos questionamos os efeitos que estes têm na alma... e isto porque somos um Todo e não vivemos dissociados do que corpo e alma sentem.
O paladar é como todos os sentidos de extrema importância.
“Mesmo com os olhos vendados e o nariz tapado, somos capazes de identificar um alimento que é colocado dentro de nossa boca. Esse sentido é o paladar. Partículas se desprendem do alimento e se dissolvem na nossa boca, onde a informação é transformada para ser conduzida até o cérebro, que vai decodificá-la. Os seres humanos distinguem as sensações de doce, salgado, azedo e amargo através das papilas gustativas, situadas nas diferentes regiões da língua.”
E tudo isto, tem muito de belo como de frustrante porque nem sempre o que nos sabe bem, nos fará bem. Ou então enganamo-nos para descansar a nossa consciência e dizemos “o corpo está a pedir um docinho”, e a partir desta frase tudo se desenrola na mais perfeita inocência de que estamos a fazer tudo pelo bem, e assim desagua no corpo, que dispensaria tais estragos, uma infinidade de hidratos de carbono e gorduras que levarão meses a serem eliminados.
Estou na fase de seguir a teoria de “o corpo precisa...” e então deparo-me com a loucura dos sabores, sim porque nesta inconstância de precisar do doce e do salgado, do ácido mas nao do amargo, caminho também para a inconstância do peso.
Tento ver o lado positivo da situação... primeiro - tudo isto é sinal de que ainda tenho o sentido do paladar bem apurado; segundo – é sinal que para descansar a minha consciência, digo que oiço o meu corpo; terceiro – ainda sei apreciar as coisas boas da vida, tais como, os sabores.
A verdade é que admiro quem seja indiferente a estes chamamentos... e indiferente a sabores, cores e texturas, comendo apenas para sobreviver.
Admiro seriamente...cada vez mais.

2 comentários:

  1. Huummm, paladar lembra-me o Ratatui (aquele famoso rato chef de cozinha em Paris), lembra-me bons restaurantes e lembra-me beijos ... podias ter explorado mais o tema ... fico à espera! ;-)

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  2. Olá Andy descobri o seu blogue através do António Rosa do Cova do Urso.Do que já li gostei muito.Quanto a este assunto eu tenho sorte, porque posso comer de tudo um pouco que não engordo, risos.Beijinhos.

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