10.5.09

Baloiço


Baloiço embala
Corpo que sente
Se a melodia calma
Das árvores falasse
Talvez a dor
Do corpo calasse
Se o sol hoje brilhasse
Talvez assim
O corpo em silêncio ficasse
Venham cantos e melodias
Que embalem
O sono perdido
Que ao corpo
Tira a força e só pede
Recantos onde
Morreria o cansaço
Apagaria em silêncio
A dor
Em suspiro se escondia
Ficaria até o corpo sarar
E afinado voltar a acordar...

2 comentários:

  1. Amo baloiçar e adorei o teu Baloiço.
    Andy, continua a baloiçar os teus dedos entre as árvores da poesia.

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  2. É também de movimentos pendulares que se urde o tecido da vida: umas vezes para trás, outras para diante; em suspiro, em sorriso; com lua, com sol. Importa, num e noutro caso, deixar o "corpo sarar / e afinado voltar a acordar...".

    Beijinho, Andy!

    ResponderEliminar

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