12.4.09

Doença de Parkinson

Ontem, dia 11 de Abril foi o Dia Mundial da Doença de Parkinson...
descrita pela primeira vez por James Parkinson em 1817, esta doença é caracterizada por uma desordem progressiva do movimento devido à disfunção dos neurônios secretores de dopamina nos gânglios da base, que controlam e ajustam a transmissão dos comandos conscientes vindos do córtex cerebral para os músculos do corpo humano.
A doença de Parkinson é idiopática, ou seja é uma doença primária de causa obscura. Há degeneração e morte celular dos neurónios produtores de dopamina.
Os sintomas normalmente começam nas extremidades superiores e são normalmente unilaterais devido à assimetria da degeneração inicial no cérebro.
A clínica é dominada pelos tremores musculares. Estes iniciam-se geralmente em uma mão, depois na perna do mesmo lado e depois nos outros membros. Tende a ser mais forte em membros em descanso, como ao segurar objectos, e durante períodos stressantes e é menos notável em movimentos mais amplos. Há na maioria dos casos mas nem sempre outros sintomas como rigidez dos músculos, lentidão de movimentos, e instabilidade postural (dificuldade em manter-se em pé). Há dificuldade em iniciar e parar a marcha e as mudanças de direcção são custosas com numerosos pequenos passos.
O doente apresenta uma expressão fechada tipo máscara sem demonstar emoção, e uma voz monotônica, devido ao deficiente controle sobre os músculos da face e laringe. A sua escrita tende a ter em pequeno tamanho (micrografia). Outros sintomas incluem depressão e ansiedade, dificuldades de aprendizagem, insônias, perda do sentido do olfacto.
Há medicação que minoriza os sintomas da doença mas não há cura.
Não há idades para o aparecimento da Doença de Parkinson, com mais incidência nos idosos, no entanto existem muitos casos descritos em faixas etárias mais jovens.
É visível o sofrimento que as alterações e limitações físicas / intelectuais causam nestes doentes. É necessário um grande envolvimento familiar e suporte psicológico como base para um tratamento médico eficaz e que tenha em conta a pessoa no seu Todo biopsicosocial.
Não posso deixar de referir que as famílias destes doentes, são também elas objecto de cuidados, que no desespero de não saberem lidar com esta situação, sentem grandes dificuldades em lidar com o problema e em ajudar o doente, podendo minimizar-se assim situações de conflito interior individual e familiar, se lhes for oferecido apoio técnico e especializado, quanto mais não seja, no que diz respeito há informação da doença como também na forma de melhor ajudar o doente.

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