28.4.09

Coisas da vida...

Hoje é daqueles dias que venho aqui dizer nada e dizer tudo...apenas deixar as palavras soltarem-se por entre os dedos num desafinado texto que me afina a alma e me alinha com a razão.
Há dias que andamos na correria diária e de repente há alguma coisa que nos deita completamente por chão. Não que seja propriamante uma desgraça mas tudo o que sai talvez da rotina me pode fazer perguntar, “...não devo estar a ouvir bem, isto não me está a acontecer” ou “...queria tudo menos isto”.
E por milhentas razões ir trabalhar para outra Unidade de Saúde amanhã, mesmo que seja por apenas umas semanas está a me incomodar.
Adoro trabalhar na minha habitual Unidade de Saúde, inserida num Bairro, por alguém já chamado o “Bairro do Amor”...e irá me fazer falta para além de tudo o resto, os utentes, os colegas, o caminho,...
Estou a me alongar, apenas acrescento que tudo isto e mais, só ouvir tossir cá em casa, está a me enervar de tal maneira,... tosse e tosse e mais tosse...
Aproveito ainda este bocadinho para pedir desculpa pela nuvem negra que anda a pairar sobre o meu blog, um reflexo da nossa vida, sim porque nem sempre a vida nos corre com tamanha felicidade que nos faça dizer sempre coisas bonitas, agradáveis ou com graça. E ainda pedir desculpa pelas minhas poesias sem rimas e sem nexo, que rimam apenas no coração e com a alma. Quero ainda agradecer às pessoas que me leem e comentam porque como dizia eu num outro blog, os comentários são um reforço positivo, um alento, e a sensação de que há vida do outro lado.
E para terminar só me resta desejar um bom dia de trabalho para todos e para mim também!

26.4.09

Frida Kahlo



Magdalena Carmen Frida Kahlo y Calderón (Coyoacán, México, em 6 de julho de 1907 - Coyoacán, 13 de julho de 1954) foi uma pintora mexicana.
Filha do fotógrafo judeu-alemão Guillermo Kahlo e de Matilde Calderón e Gonzalez, uma mestiça mexicana.
Ao contrário de muitos artistas, Kahlo não começou a pintar cedo. Embora o seu pai tivesse a pintura como um passatempo, Frida não estava particularmente interessada na arte como uma carreira.
Entre 1922 e 1925 frequenta a Escola Nacional Preparatória do Distrito Federal do México e assiste a aulas de desenho e modelagem.
Em 1925, aos 18 anos aprende a técnica da gravura com Fernando Fernandez. Porém sofreu um grave acidente...acidente que fez a artista ter de usar vários coletes ortopédicos de materiais diferentes, chegando inclusive a pintar alguns deles (por exemplo o colete de gesso na tela intitulada "A Coluna Partida"). Por causa desta última tragédia fez várias cirurgias e ficou muito tempo acamada. Durante a sua longa convalescência começou a pintar com uma caixa de tintas que pertenciam ao seu pai, e com um cavalete adaptado à cama.
Procurou na sua arte afirmar a identidade nacional mexicana, por isso adoptava com muita freqüencia temas do folclore e da arte popular do México.
"... Nunca pintei sonhos. Pintava a minha própria realidade".
No ano de 2002, sob a direcção de Julie Taymor, é lançado o filme que narra a história da pintora, interpretada pela atriz Salma Hayek. O longa metragem conta ainda com a presença de Alfred Molina, interpretando Diego Rivera.
No ano de 2008, a banda inglesa 'Coldplay' lançou um CD intitulado "Viva La Vida or Death and All his friends" inspirado no quadro da artista Frida Kahlo, também chamado de Viva La Vida. Chris Martin (vocalista) ficou encantado ao saber que mesmo depois de tantos percalços na vida da artista ela conseguira manter o optimismo, sobretudo, exaltando a vida nesse quadro.
Wikipédia

Da terra


Na encruzilhada
silenciosa e gritante da vida
da terra sugo
a água que turva
o corpo se alimenta
raízes rasgam
o corpo cansado
e se incorporam
entre a terra que molhada
me tráz à vida
e me dá de beber
preciso do sol
que aquece o chão árido
inconstante solitário
que aquece o sangue
que sofregamente
caminha por entra as veias
translúcidas sedentas
e se abrigam no quente
calor da terra...

19.4.09



I have a tale to tell
Sometimes it gets so hard to hide it well
I was not ready for the fall
Too blind to see the writing on the wall

Chorus:

A man can tell a thousand lies
Ive learned my lesson well
Hope I live to tell
The secret I have learned, till then
It will burn inside of me

I know where beauty lives
Ive seen it once, I know the warm she gives
The light that you could never see
It shines inside, you cant take that from me

(chorus)

2nd chorus:

The truth is never far behind
You kept it hidden well
If I live to tell
The secret I knew then
Will I ever have the chance again

If I ran away, Id never have the strength
To go very far
How would they hear the beating of my heart
Will it grow cold
The secret that I hide, will I grow old
How will they hear
When will they learn
How will they know

A lenda a Kantu

Do pouco que leio que é praticamente nada porque o tempo é nenhum e quando acontece, a mente perde-se noutras histórias de vida, o meu olhar desprende-se das letras que desejava atentamente seguir....mas recordo-me de uma lenda que por razão alguma razão me lembrei, de um livro que em tempos li... narrava a história de uma bela mulher índia que nascera numa aldeia montanhosa verdejante, onde o culto pelo místico, pela natureza, pelo oculto era muito acreditado e vivido.
Kantu assim se chamava ela, de olhos e cabelos negros que caiam sobre os ombros, seios suavemente esculpidos, pele morena com um calor proveniente da alma que percorria todo o seu corpo...Kantu amava a natureza e crescera num ambiente calmo, seguro e cheio de afecto.
Numa noite de tempestade foi atingida por um relâmpago, e segundo uma crença antiga na sua aldeia, os homens e mulheres que eram atingidos por um raio, estavam destinados a ser curandeiros.
Não querendo me perder da lenda que contaram a Kantu, apenas me falta dizer que ela nunca esteve disperta para os seus poderes ocultos até a altura em que conhece o seu verdadeiro amor e é apartir daí que toda a história do livro se desenrola.
A lenda:
“No Mercado Central da cidade de Puna trabalhava Mercedes, uma jovem vendedora originária de Putina. O seu negócio ia bem, e tentava poupar todo o dinheiro para regressar à sua terra pacífica e tranquila.
Os dias passavam e Mercedes sentia-se só... certo dia encontra Marciel, um rapaz cheio de bom aspecto e apaixona-se verdadeiramente por ele.
Marciel não trabalhava porque encontrava sempre alguma mulher que o sustentava e Mercedes não era excepção, ajudava-o sempre em tudo o que precisava.
Um dia Marciel diz-lhe que conheceu uma rapariga por quem se apaixonou e que irá casar com ela em breve.
Mercedes sofreu horrores em silêncio e na manhã seguinte recorreu a um curandeiro que a ouviu nas suas preces e este, deu-lhe dois frascos de cores diferentes e explicou-lhe: “...para conseguires que ele a esqueça, tens de lhe dar o conteudo inteiro deste frasco e levá-lo para bem longe daqui. Mas se um dia te cansares dele, dás-lhe de beber do outro frasco e ele despertará como de um sonho e deixar-te-á."
E assim foi, Marciel enfeitiçado faltou ao casamento...
Mercedes e Marciel viveram na companhia um do outro durante vários anos.
Mercedes já não era a jovem e robusta vendedora de outrora , os remorsos tinham-na consumido, transformando-a numa mulher magra, velha e de saúde frágil. Ele também já não era o jovem simpático e elegante de antigamente, tornou-se um velho de cabelos brancos com a fonte sulcada de rugas, olhar ausente e preguiçoso totalmente dominado por Mercedes.
Certo dia Mercedes adoece gravemente e decide libertar Marciel. Pedindo-lhe perdão explica que dentro de um baú se encontrava um líquido que ele deveria beber.
Após a sua morte assim o fez, instantes depois acordou como se de um sonho se tratasse...pela a sua mente passou-lhe tudo quanto se tinha passado e no espelho viu a imagem não de em jovem mas de um homem cansado velho e triste.”

E foi esta a lenda do livro e que faz pensar quanto mais não seja nas possíveis formas de amar...

"A profecia da curandeira"

18.4.09


«Aquilo que o acto de escrever tem de mais positivo é que a pessoa se liga a si mesma da forma mais profunda, e isso é como chegar ao céu. Tem-se a possibilidade de se saber quem se é, de saber o que se pensa. o indivíduo começa a relacionar-se com a sua própria mente.»
Adrienne Rich
O cúmulo do cansaço é...
Ligar a alguém sem me aperceber que são nada mais nada menos que 23h45m!
Perguntarem-me se a consulta que tinha à tarde correu bem e fazer um esforço para me lembrar e situar em qual consulta estive...
Tentar me lembrar que horário faço 2.f!
Falarem comigo e passado 5 minutos já não estar a ouvir nada apenas ver a expressividade dos lábios e tanta coisa a passar pelo meu pensamento.
Adormecer após uns minutos em frente ao écran com o corpo colado ao sofá
Sentir o corpo pedir sossego e a mente paz...

16.4.09

Corpo de mulher pintado


Rasgos de teu corpo em tela perfumada
Contornos desenhados de tão linhas finas
De tão preciosa doçura...
Na expressividade da tua alma
Cores pastel esboçam
Traços que abrem caminhos
Em tela por pintar
No óleo a essência que em ti
Transborda ....
Alma que vagueia em sopros de vida
Seios que se esbatem nas cerdas do pincel
Ventre que fez nascer
Cicatrizes de quem deu vida
Memórias em corpo jamais esquecido
Silhueta que toma forma por entre os dedos
Dançante forma de ser
Borboleta que em voos
Díspares vagueia
Pincel que percorre tela sinuosa
Em firmes toques se revela entre cores
Tonalidades penumbras
...

No air

Apenas porque gosto da música...

12.4.09

Doença de Parkinson

Ontem, dia 11 de Abril foi o Dia Mundial da Doença de Parkinson...
descrita pela primeira vez por James Parkinson em 1817, esta doença é caracterizada por uma desordem progressiva do movimento devido à disfunção dos neurônios secretores de dopamina nos gânglios da base, que controlam e ajustam a transmissão dos comandos conscientes vindos do córtex cerebral para os músculos do corpo humano.
A doença de Parkinson é idiopática, ou seja é uma doença primária de causa obscura. Há degeneração e morte celular dos neurónios produtores de dopamina.
Os sintomas normalmente começam nas extremidades superiores e são normalmente unilaterais devido à assimetria da degeneração inicial no cérebro.
A clínica é dominada pelos tremores musculares. Estes iniciam-se geralmente em uma mão, depois na perna do mesmo lado e depois nos outros membros. Tende a ser mais forte em membros em descanso, como ao segurar objectos, e durante períodos stressantes e é menos notável em movimentos mais amplos. Há na maioria dos casos mas nem sempre outros sintomas como rigidez dos músculos, lentidão de movimentos, e instabilidade postural (dificuldade em manter-se em pé). Há dificuldade em iniciar e parar a marcha e as mudanças de direcção são custosas com numerosos pequenos passos.
O doente apresenta uma expressão fechada tipo máscara sem demonstar emoção, e uma voz monotônica, devido ao deficiente controle sobre os músculos da face e laringe. A sua escrita tende a ter em pequeno tamanho (micrografia). Outros sintomas incluem depressão e ansiedade, dificuldades de aprendizagem, insônias, perda do sentido do olfacto.
Há medicação que minoriza os sintomas da doença mas não há cura.
Não há idades para o aparecimento da Doença de Parkinson, com mais incidência nos idosos, no entanto existem muitos casos descritos em faixas etárias mais jovens.
É visível o sofrimento que as alterações e limitações físicas / intelectuais causam nestes doentes. É necessário um grande envolvimento familiar e suporte psicológico como base para um tratamento médico eficaz e que tenha em conta a pessoa no seu Todo biopsicosocial.
Não posso deixar de referir que as famílias destes doentes, são também elas objecto de cuidados, que no desespero de não saberem lidar com esta situação, sentem grandes dificuldades em lidar com o problema e em ajudar o doente, podendo minimizar-se assim situações de conflito interior individual e familiar, se lhes for oferecido apoio técnico e especializado, quanto mais não seja, no que diz respeito há informação da doença como também na forma de melhor ajudar o doente.

6.4.09


Na sombra do lápis
há a palavra
que se quer dizer
e se faz ouvir
na sombra das palavras
o mistério
que não se consegue decifrar
na sombra do mistério
as vozes dos anjos
da noite e da lua
na sombra da lua
o corpo que dança
sente...
na sombra do corpo
a alma que se desnuda
se amarra em fios de cetim
se enfeita com brilhos de prata
na sombra do silêncio
os gritos que ardem
que ficam...

I Think It's Going To Rain Today



Broken windows and empty hallways
A pale dead moon in the sky streaked with gray
Human kindness is overflowing
And I think it's going to rain today

Scarecrows dressed in the latest styles
With frozen smiles to chase love away
Human kindness is overflowing
And I think it's going to rain today

Lonely, lonely
Tin can at my feet
Think I'll kick it down the street
That's the way to treat a friend

Bright before me the signs implore me
To help the needy and show them the way
Human kindness is overflowing
And I think it's going to rain today

1.4.09

Aromas


Cinco sentidos...aqueles que nos mantêm em contacto com a realidade, com a Terra , um misto de físico e emoção. Transportam-nos para um campo metafísico repleto de sensações...toque, veludo, som, melodia, aroma, imagem, contornos, doce sabor...sentidos que nos mantêm presos à vida.
Há quem diga que há um sexto sentido e até há quem já tenha escrito sobre esse misterioso sentir.
Qualquer um dos sentidos é fortemente inspirador e motivo para nos perdermos a sonhar. O olfacto é um dos mais apurados sentidos e faz-nos lembrar momentos, sensações, situações vividas...
Conseguirmos evocar fragmentos do passado através do olfacto e do paladar tem sido também uma constante na literatura.
Marcel Proust evoca na obra Em Busca do Tempo Perdido, descreve como um sabor transporta o protagonista para a felicidade de infância “Levei aos lábios uma colherada onde deixara amolecer um pedaço de madalena. Mas no mesmo instante em que aquele gole, misturado com as migalhas do bolo, tocou o meu paladar, estremeci, atento ao que se passava de extraordinário em mim. Invadira-me um prazer delicioso, isolado, sem noção do que o causava...”
Para os cientistas o olfacto tem sido o mais enigmático dos sentidos , sabemos agora que existe um milhar de genes que funcionam como receptores do olfacto e permitem reconhecer e memorizar cerca de mil substâncias odoríferas.
Fechar os olhos, inspirar e decifrar os aromas que nos rodeiam é sempre uma experiência que nos dá prazer especialmente se estamos rodeados por natureza.
Há aromas que nos fazem recordar, outros sonhar, outros desejar, todos eles fazem parte da nossa memória olfactiva. Outros serão novidade e extâse, outros serão sempre aromas por desvendar.

I got...



I got life, mother
I got laughs, sister
I got freedom, brother
I got good times, man

I got crazy ways, daughter
I got million-dollar charm, cousin
I got headaches and toothaches
And bad times too
Like you

I got my hair
I got my head
I got my brains
I got my ears
I got my eyes
I got my nose
I got my mouth
I got my teeth
I got my tongue
I got my chin
I got my neck
I got my tits
I got my heart
I got my soul
I got my back
I got my ass
I got my arms
I got my hands
I got my fingers
Got my legs
I got my feet
I got my toes
I got my liver
Got my blood

I got my guts (I got my guts)
I got my muscles (muscles)
I got life (life)
Life (life)
Life (life)
LIFE!