27.2.09


"...amar é ver mais longe. Mais longe até do que se avista quando se enxerga o coração do planalto de um abraço. Saudar os sonhos com a inocência de quem procura neles um trilho especial. E perceber que tudo o que se sonha é pouco mais que nada ao pé das relações que iluminam a alma e que incendeiam a paixão."
Eduardo Sá

26.2.09

"Amar é conhecer mais do outro do que ele sabe de si próprio, e descobrir que ele conhece mais de nós do que nós mesmos."
Eduardo Sá

Flash Dance - Lady



Frightened by a dream, you're not the only one
Running like the wind, thoughts can come undone
Dancing behind masks, just sort of pantomime
But images reveal whatever lonely hearts can hide

Lady, lady, lady, lady
Don’t walk this lonely avenue
Lady, lady, lady, lady
Let me touch that part of you
You want me to

Lady, lady, lady, lady
I know it's in your heart to stay
Lady, lady, lady, lady
When will I ever hear you say
I love you

Time like silent stares, with no apology
Move towards the stars, and be my only one
Reach into the light, and feel love's gravity
That pulls you to my side, where you should always be

Lady, lady, lady, lady
Don’t walk this lonely avenue
Lady, lady, lady, lady
Let me touch that part of you
You want me to

Lady, lady, lady, lady
I know it's in your heart to stay
Lady, lady, lady, lady... (to fade)

À procura de mais Klimt




«Gustav Klimt (Baumgarten, Viena, 14 de Julho de 1862 - Viena, 6 de Fevereiro de 1918) foi um pintor simbolista austríaco.

Em 1876 estudou desenho ornamental na Escola de Artes Decorativas. Associado ao simbolismo, destacou-se dentro do movimento Art nouveau austríaco e foi um dos fundadores do movimento da Secessão de Viena, que recusava a tradição académica nas artes, e do seu jornal, Ver Sacrum. Klimt foi também membro honorário das universidades de Munique e Viena. Os seus maiores trabalhos incluem pinturas, murais, esboços e outros objetos de arte, muitos dos quais estão em exposição na Galeria da Secessão de Viena.

Em "O Beijo" (1907/08), baseado em si mesmo e na sua amante Emilie, a mulher fatal aparece submissa, comunica uma sexualidade latente. "O Beijo" constitui o auge do período dourado e torna-se o emblema da Secessão.

Em "Dánae" (1907/08) a sua provocação afirma-se de modo mais óbvio, junto à figura da mulher ruiva adormecida surge aquilo que muitos interpretam como uma torrente de moedas de ouro e espermatozóides.

As últimas obras de Klimt voltam-se para um lado mais erótico, claramente assumido. No seu atelier passeiam-se sempre algumas modelos nuas que ele observa e vai desenhando. Daí resultam mais de 3000 desenhos. Disso são exemplo os desenhos das suas modelos em poses e atitudes mais intimas: "Mulher sentada com as coxas abertas", "Adão e Eva", "A Noiva"” e "Masturbação feminina ". Na época acusaram Klimt em Ornamentação e Crime do seu exagero erótico. Para Klimt, a ornamentação enriquece o real.»
Retirado de Wikipédia

24.2.09

Klimt - The Mother and The Child


Mother and Child (detail from The Three Ages of Woman), c.1905

Ontem uma amiga ofereceu-me uma pequena reprodução de um pormenor da obra “The Three Ages of Woman” de Gustav Klimt – “The Mother and The Child”.
Na harmonia de cores e tonalidades, o que mais gosto nesta pintura é que facilmente captamos a ternura daquele momento, conseguindo sentir a paz e o amor daquele abraço entre mãe e filho. Envolto em temas da natureza como são as flores, que emolduram ainda a beleza do corpo nu da mulher tão suavemente aqui retratado.
E isto é apenas o meu sentir inexperiente da Pintura... outrora o desenho a carvão fez parte de momentos de introspecção e inspiração em que para mim era fácil captar e passar para o papel, a beleza de um corpo, movimento, e seus contornos mas dificilmente conseguia transpor para o papel expressões faciais e o sentir do momento e que aqui está tão genialmente retratado. Simplesmente lindo...

23.2.09

from The Phantom of the Opera

Raoul:
No more talk of darkness,
Forget these wide-eyed fears.
I'm here, nothing can harm you - my words will warm and calm you.

Let me be your freedom,
let daylight dry your tears.
I'm here with you, beside you,
to guard you and to guide you...

Christine:
Say you love me every waking moment,
turn my head with talk of summertime...
Say you need me with you now and always...
Promise me that all you say is true -
that's all I ask of you...

Raoul:
Let me be your shelter,
let me be your light.
You're safe:
No-one will find you -
your fears are far behind you...

Christine:
All I want is freedom,
a world with no more night...
and you, always beside me,
to hold me and to hide me...

Raoul:
Then say you'll share with me one love, one lifetime...
let me lead you from your solitude....
Say you need me with you here, beside you...
anywhere you go, let me go too -
Christine, that's all I ask of you...

Christine:
Say you'll share with me one love, one lifetime...
say the word and I will follow you...

Raoul & Christine:
Share each day with me,
each night,
each morning...

Christine:
Say you love me...

Raoul:
You know I do...

Raul & Christine:
Love me - that's all I ask of you...

Anywhere you go let me go too...
Love me - that's all I ask of you...

Phantom:
I gave you my music...
made your song take wing...
and now how you've repaid me:
denied me and betrayed me...
He was bound to love you when he heard you sing...

Christine...
Christine...

Raoul & Christine:
Say you'll share with me one love, one lifetime...
say the word and I will follow you...
Share each day with me, each night, each morning...

Phantom:
You will curse the day you did not do all that the Phantom asked of you...!

21.2.09

Máscara


Que tantas vezes me escondes
Que de mim deixas trespassar
Unicamente rasgos de luz
A luz que me segura e ampara
Liberta-me!
Deixa existir o que quer viver...
Ás vezes odeio a força
Com que insistes prevalecer
A tua força que me protege
Que me destrói...
Hoje mais que ontem
Ignoro-te, calo-te a voz
Deixo-me soltar e
Saborear o que existe
Em mim...

O jardim


Só, nesse luminoso jardim
Onde ontem sonhava
Nele me reencontrava
Hoje senti saudades
Enquanto suspirava
Imaginava...

Comoção de palavras
O aconchego da natureza
Mágica sedução

A calma em meu redor

Transbordava em mim
Unicamente alegria
A sensação de não querer outro lugar

Voz da natureza
Onde me senti completa e
Zelosa de momentos assim...

18.2.09

Dança...


Corpos unidos ao primeiro compasso da música
Passos precisos em sintonia
Deixando rastos de histórias por contar
Mãos que se tocam e no corpo despertam
O desejo de tocar
Movimentos de sedução
Olhares que se encontram num fulgor
Corpos suados
Molhados que se unem
Que se largam
E no reencontro a paixão
Passos fortes ao compasso do coração
Movimento do corpo ao ritmo
Da música que incendeia que disperta
Os sentidos a emoção...

Cell Block Tango from Chicago the Movie

16.2.09

O conto


Sara, assim se chamava ela, tinha 6 anos quando a conheci...de longos cabelos lisos, cor de mel, olhos de amêndoa e sorriso dourado, assim era ela.
Contou-me que no castelo onde vivia, a sua casa em tons de rosa e flores, havia personagens, todas elas davam cor e vida aos seus dias. Amava e desfrutava cada pedaço do seu castelo. Cantava para perdurar o dia e a noite tardar...e enfeitava o medo da noite com as mais belas estrelas do céu.
Contava que no olhar atento da mãe e na presença atarefada do pai era feliz mas sentia que os dias passavam, e nas palavras trocadas, e nas vivências partilhadas, faltava a pele que tocava, o calor que afagava o medo da noite e o colo que acalmava.
A menina queria tocar... mas não sabia como fazê-lo, como se toca...como fazer entre o tempo que se olha até o momento em que a mão pousa para sentir a pele, o colo que se procura mas não se sabe como dar a perceber.
Então, conta ela... não toquei mas disse com a voz a tremer, pedi, reclamei essa necessidade com os olhos fixos no chão e a voz a sumir.
O pai disse,” Filha, isso não é o mais importante”, a mãe distante sorria...
A menina fugiu cheia de vergonha e a noite enfrentou sozinha, imaginou os lençois um abraço, o calor da lágrima um afago e sonhou...

15.2.09

Angel - Era

Suspiro


Como uma brisa suave
perfume fresco
que envolve
Almas que se encontram
No sol que espelha o mar
Na lua que seduz
como um piano triste que toca ao longe
sons que marcam
palavras que ficam
segredos guardados
sofrimentos escondidos
desejos sentidos
...

11.2.09

Paixão


Por todo o lado já se respira o Dia dos Namorados..., não que ache este dia imprescindível para celebrar o amor mas de facto já somos bombardeados com publicidade, com lojas totalmente decoradas para este evento, revistas centradas nesta temática e talvez por isso, hoje esteja a escrever algo sobre esses poderosos sentimentos como são a paixão e o amor.
Já Freud disse um dia que a paixão é o estado mais próximo da loucura...
De facto, quando alguém se encontra nesse estado enebriante tem um olhar diferente e uma expressão de certa forma alienada da realidade...e escapa-nos frases como: “Hoje não estás cá” ou “O que se passa? Pareces no mundo da lua!”
Ainda assim, a pessoa acaba por não valorizar essas críticas vindas do exterior e deixa-se levar por uma sensação quase de dormência de “mundo à parte”, como se estivesse a planar...sim, chega a ser cómico por um lado.
Na revista noticias Magazine, Júlio Machado Vaz refere-se à paixão como algo com grande impacto na vida de alguém, de tal forma que a pessoa se pode questionar, se teria sido melhor ter-se escapado a tudo aquilo. No entanto pela sua experiência pessoal e profissional, as pessoas verbalizam que por mais tropeções ou nódoas negras que esse estado lhes possa ter causado, preferem ter passado por essa experiência a terem se privado desse sentimento.
Um cardiologista Ilan Wittstein, publicou as suas conclusões sobre os males do coração, e segundo ele uma emoção forte pode causar danos irreparáveis numa pessoa que nunca sofreu de qualquer problema cardíaco. Por exemplo, um grande sobressalto emocional fazem disparar os níveis sanguíneos da adrenalina e de hormonas do stress que acumuladas no músculo cardíaco podem efectivamente parti-lo, segundo Wittstein. Assim sendo, a ideia de morrer de amor deixa de ser apenas um atributo poético mas também algo com bases científicas.
A verdade é que a vida não teria sabor sem estes sentimentos...

8.2.09


Li isto e gostei tanto:

«Moram, em cada criança, inúmeras histórias verdadeiras, sonhos e ideias. Moram vilões e magos. Moram personagens carinhosas e velhacas. E um ou outro viajante acidental que, de surpresa, lhes deu luz, ou alma ou vida. E episódios. Muitos que magoam. E alguns mágicos. É assim o mundo das crianças. Não é nem cor-de-rosa nem áspero. Não é bucólico nem apressado. É igual ao nosso.»

Eduardo Sá

6.2.09


«Quem canta seus males espanta», assim diz o verdadeiro e tão conhecido provérbio...
de facto, cantar é uma forma de nos libertarmos, de comunicar, de deixar fluir o pensamento, ...
A voz que embala, emociona ou arrepia ... a voz que ganha melodia e que entoamos afinada ou desafinadamente faz-nos sentir realmente bem.
Myron McClellan, uma compositora a especializar-se no poder curativo pelo som, diz que «cantar faz parte do sistema digestivo emocional do corpo». Digamos então que, o canto é uma forma de som curativo.
Até em grupo, cantar é uma forma de partilhar momentos únicos... quem não recorda com saudade situações de juntarmos vozes em tardes de Verão, vozes que contam histórias e que partilham olhares de cumplicidade... Famílias que se juntam á volta da lareira e numa partilha de sentimentos evocam as suas vozes, assim como Hinos que cantados numa só voz ganham a força de uma nação e nos transportam para algo superior.
Anne Wilson Schaef diz ainda que os sons são como agulhas que penetram o corpo, eliminando toxinas e resíduos antigos. Nas artes marciais verifica-se também a emissão de sons libertadores, com resultados significativos de profundas curas em conjunto com movimentos e expressões corporais.
Por tudo isto continuemos a cantar e a encantar com as nossas vozes reveladoras de expressividade e necessidade de se fazerem ouvir ...

3.2.09

Enquanto...


Enquanto a noite
esconder o seu doce luar
Enquanto um sorriso
continuar a brilhar
Enquanto a flor
no seu desabrochar
me chama à razão
e diz para ficar
fico
e deixo-me estar...
Enquanto em mim
me encontrar
e no meu coração
ainda me explicar
por aqui fico
e deixo-me estar...
Enquanto as frescas
folhas das árvores
dançam a chamar
no vento a música
sente-se no ar
fico
e deixo-me estar...

Quando as lágrimas calarem a voz
e o doce brilhar...