31.1.09

Madeira às 8h39


Na minha terra o tempo está assim!!!
Não é justo...

Grease - You´re The One That I Want

Este tempo...


Não consigo ficar indiferente a estas condições climáticas e sobretudo encarar de forma tão resignante e até aprazível, que a chuva, o vento e o frio são necessários (até aí , tudo bem), mas com algum encanto, como ontem alguém me dizia e acrescentava que tinha o objectivo de nos acalmar e parar para pensar.
Eu pergunto...parar?!!!!
Parar como, se independentemente de faça chuva, vento ou neve, a pessoa tem de erguer-se da cama, olhar pela janela e ver um tempo medonho que arrepia até à alma!
Óbvio, a vontade seria parar, voltar para o quente dos lençois, desfrutar de uma bebida quente e por ali ficar, a escrever, ouvir música e ver filmes (como se a minha realidade em casa fosse exactamente essa, mas isso são, outros escritos).
O dever chama-nos e enfrentamos o dia lá fora...aí podemos chegar à conlusão que por mais camadas de roupa que se tenha escolhido, ao ponto de nos sentirmos praticamente insuflados, não é significativo porque o frio trata de se infiltrar por todos os poros...
E por melhor chapéu de chuva que se tenha, o vento tem o dom de comandar o seu rumo, desviando-o do seu melhor ângulo de protecção ou até mesmo de destrui-lo por completo numa só rajada.
A chuva não me faz lembrar nada romântico, tipo namorar á chuva ou “singing in the rain”, faz-me sim, ter vontade de fugir!
Depois enfrentamos o regresso a casa e nomeadamente nos transportes em que vamos numa comunhão que não lembra a ninguém...partilhamos “perdigotos” de espirros imponentes e promissores de uma valente constipação no dia seguinte... e vamos nos molhando mais um bocadinho com as roupas e os chapéus a pingar de água roçando nas roupas e pernas uns dos outros.
E pronto tento ver a beleza de tudo isto mas os meus olhos não alcançam...
Seria incapaz de viver num país permanentemente cinzento e chuvoso, preciso do sol para me aquecer os ossos e a alma.

29.1.09

O toque



Desde que nascemos e na maioria dos casos, somos acarinhados e protegidos…e possivelmente não é por acaso que temos aquele aspecto frágil, inocente, e lindo que têm todos os bebés.
Será exactamente uma forma de cativar os nossos cuidadores a nos tocar, abraçar, e proteger de todo o mal?
Com o tempo vamos crescendo e o toque começa a ser algo esquecido mas não desnecessário.
Na realidade, penso e sinto que somos seres ávidos de afecto e sedentos de amor.
Nos dias que correm e nesta agitação diária pouca ou nenhuma atenção damos ao outro.
A forma verbal é talvez a mais utilizada para comunicarmos e interagirmos com o outro.
Muitas vezes desatentos à comunicação não verbal em que um olhar, uma expressão ou até mesmo a postura corporal nos poderiam transmitir alguma mensagem…quanto mais não fosse a necessidade do toque.
Quantas vezes o aconchego ao segurar a mão de alguém marcou toda a diferença em situações de grande ansiedade...
Quantas vezes um abraço ficou gravado na nossa memória que quase poderíamos descrever a sensação que tivemos, o calor e a paz que esse momento nos proporcionou.
E regredindo no tempo, quanta segurança sentimos enquanto no colo dos nossos pais…e nos reportamos a isso como forma de reviver esse aconchego e protecção.
Obviamente não fará sentido andarmos freneticamente a nos abraçarmos como se nada fosse, nem venho com esse propósito aqui escrever sobre isto, mas acredito que se tivéssemos em conta essa necessidade Humana, seríamos pessoas mais equilibradas no que diz respeito à nossa estrutura emocional.

Sentir na pele



Por vezes é tanto o cansaço físico que todos os possíveis estímulos negativos ... serão sentidos como uma agressão também física, quase se podia traduzir numa sensação táctil, do sentir-se na pele os seus efeitos ...
Sendo a pele o maior orgão Humano, ela por si só, denuncia parte do que somos e do que vivenciamos .
Não é por acaso que as rugas do nosso rosto falam por si, marcas que vão muito muito para além de uma expressão facial mas que fazem parte do rosto que somos .
A pele é implacável, reproduz os estragos que o corpo foi arquivando na sua memória. Desgostos, stress, alegrias, excessos de vida...vão trilhando caminhos, revelando traços de vida numa pele que se expressa por si só.
Do ponto de vista orgânico este impacto da vida traduz-se na deterioração da elastina e colagénio existente na pele que vai progressivamente perdendo a sua flexibilidade e nos mostrando sinais de experiência de vida, prefiro assim chamar, do que tão pobremente dizer sinais de envelhecimento...
Na verdade, imagino que se percorressemos o corpo de alguém poderíamos através da pele perceber e ler muito do que aquela pessoa vivenciou.

27.1.09

Noite



Ansiosamente à espera
Do silêncio da noite
Daquela serenidade
Que abafa o cansaço
E que faz esquecer a dor
Dor do corpo que sente...
Alma que dá ao corpo
Forma de gente...
Noite que embala
... que sossega
... apazigua
acalma...
Nesses contornos sombrios
Nesses desfolhados
sentidos
e ainda sentir
que amanha
tudo pode ainda existir...

25.1.09

HAIR



HAIR-AQUARIUS
Alguém viu este filme?
Viu-o pela 1ªvez tinha eu 15 anos e adorei completamente...
Retrata a geração hippie de uma forma leve, romanciada... um musical, comédia e drama ao mm tempo.

Massagem Biodinâmica



“O termo biodinâmico está ligado com o princípio do fluxo de energia de vida através do corpo e espírito. Esta energia de vida move-se através de nós e à nossa volta nos níveis físico, emocional e espiritual.
A Massagem Biodinâmica olha o ser humano como um todo: um sistema indissociável onde interagem, corpo, emoção, psique e espírito. Tudo o que se passa num nível reflecte-se em cada um dos outos.
Tal como na medicina oriental cada orgão tem dupla função: física e emocional.
As emoções que não podem ser vividas, ficam armazenadas no organismo, como que congeladas à espera do momento em que poderão ser resgatadas.
Os métodos da Massagem Biodinâmica podem ser aplicados ao nível do osso, da pele, do músculo ou da aura. Cada tratamento adapta-se às necessidades da pessoa no momento.
Nas sessões é utilizado um estetoscópio especial que é colocado no abdómen e permite ouvir a “linguagem do corpo”. Os sons que ouvimos chamam-se psico-peristaltismo e surgem em resposta à técnica aplicada. Eles indicam que o massagista está a tocar uma parte do corpo onde a energia de uma emoção antiga está bloqueada ou suprimida e conseguiu agora libertar-se e ser descarregada e integrada, trazendo alívio físico e emocional.”

Extraído dos apontamentos de um pequeno curso que tive o prazer de receber sobre “Toque Terapêutico “ na E.S.E.S.V.P. em 2005 com Milagros Carmona Psicoterapeuta Corporal, Massagista de Biodinâmica, formada em Terapia Sistémica Familiar e Terapia Sistémica Organizacional, prof. e coordenadora para Lisboa da formação em Massagem Biodinâmica.

21.1.09



Lua
Nesse olhar expressivo
Páro
Nesse mistério
Fico
Na tua candura
Me envolvo
Nessa eloquente presença
Me entrego
Na calada da noite
Me embalas
Me guardas
Estranha sensação que me ouves
Intensa sensação que me acompanhas
E em ti
Presa estou
Cativa
Deslumbrada
Enfeitiçada


Deixa-me segredar-te meus desejos...
Liberta-me desta tristeza que hoje trago em mim
E embala-me esta noite nos teus doces mistérios.

Ouvir o corpo



O corpo tem a sua própria linguagem e tem uma forma muitas vezes discreta de nos dizer que algo não está bem...
Pequenos sinais marcariam a diferença se lhes fossem dados a devida importância a tempo e horas, mas a realidade é que ignoramos frequentemente esta forma que o corpo tem de comunicar-nos o seu estado físico e emocional.
Quantas vezes negligenciamos um sinal de cansaço e continuamos arduamente a trabalhar, quantas vezes sentimos uma dor e não lhe querendo dar importância, preferimos tomar um analgésico a tentar perceber o porquê dessa dor...e quantas vezes sentimos dor de alma e calamos sem enfrentar o problema.

Luz Casanovas, A Memória Corporal diz “...o corpo molda-se a partir de uma carga genética, através de experiências, sentimentos, emoções, recordações e pensamentos. Guarda os seus segredos até os querermos decifrar e não se cansa de nos dar pistas na forma de sintomas, que é a sua maneira de falar.”

Dia após dia, o corpo retém as agressões que vai sofrendo desde o stress, o desgaste físico até uma má nutrição...a nossa desatenção aos sinais manifestados, desencadeiam em pouco tempo, situações de desiquilíbrio físico e emocional que poderiam ser evitados se a pouco e pouco fossemos dando hipótese a esta forma de linguagem que requer alguma sabedoria e coragem – ouvirmos o nosso próprio corpo!

18.1.09

Desafio

A Lita, minha amiga muito especial, fez-me uma proposta...o meu 1º desafio da blogosfera. : )
O desafio traduz-se na confissão dos nossos 7 Pecados Mortais, tendo em conta a seguinte definição dos mesmos:

GULA: comer a toda a hora e/ou além do necessário.
AVAREZA: cobiça de bens materiais e/ou dinheiro.
INVEJA: desejar atributos, status, posses, e/ou habilidades de outra pessoa.
IRA: é a junção dos sentimentos de raiva, rancor e ódio. Por vezes é incontrolável.
SOBERBA: falta de humildade, alguém que se acha auto-suficiente.
LUXÚRIA: apego aos prazeres carnais.
PREGUIÇA: aversão a qualquer trabalho ou esforço físico.
As regras do desafio, por sua vez, são as seguintes:
Revelar a nossa relação com os pecados capitais.
Nomear outros blogues para responder ao desafio.

Achei o desafio bem interessante, cá vai disto...

GULA: Peco muito neste sentido, é algo que não consigo dominar ou resistir a um doce e chocolate nem se fala! E estou constantemente a degustar qualquer coisa...
AVAREZA: Nem por isso...costumo ter uma postura descontraida nesse aspecto. Tenho o que posso ter e espero que as coisas evoluam positivamente.
INVEJA: Não me revejo muito nisso, embora às vezes pense, tb gostava de ter aquilo ou que me acontecesse aquilo, mas no bom sentido, penso eu...
IRA: Tenho por vezes grandes acessos de ira, como se me transformasse em onça, perdendo este meu ar aparentemente calmo e sereno.
SOBERBA: Definitivamente não! Não me acho nada auto-suficiente e sou por vezes demasiado humilde. Tento frequentemente trabalhar a minha auto-confiança que por vezes anda nas lonas!
LUXÚRIA: Ui! Sim...completamente! Dificilmente alguém resiste a isto. Há alguma coisa que nos faça sentir mais vivos?
PREGUIÇA: Tenho dias!...

Obg Lita.

17.1.09

Pétalas de liberdade



Sigo o rasto de pétalas no chão que me levam até ao passado...
Tive necessidade de me reencontrar num momento da vida em que me tivesse sentido realmente livre... viajei então até ao passado e segui passo a passo as pétalas do meu caminho que me guiavam até esse momento de liberdade.
Percorri um caminho sinuoso mas de certa forma acolhedor , verdejante e cheio de outros tantos caminhos paralelos, possíveis escolhas de vida que contornei ou ignorei.
Encontrei-me com 7 ou talvez 8 anos na casa onde onde vivi até aos meus 12 anos...
Uma casa modesta mas com um quintal que me encantava e que era só meu! Dominava a situação e era ali que me refugiava...tratava e arranjava o quintal à minha maneira...entre vasos de plantas solitárias, uma Figueira, uma Ameixoeira e canteiros carregadinhos de Estrelas do Natal (uma planta de flor vermelha que floresce com mais abundância no Natal), fazia a minha vida...
Varria-o, cuidava das plantas, dando-lhes injecções porque a meu ver estavam doentes, seguia os caracóis e destruia-lhes a casota para ver como eram por dentro, admirava tanto as borboletas que as apanhava para ver bem de perto...
Destruia todo o ecossistema daquele quintal mas em cada manhã tudo renascia e nada falhava, as flores viçosas, as borboletas coloridas e os caracóis como se nada fosse, mantinham o seu caminhar vagaroso. Tudo à minha espera para um novo dia e novas histórias que fantasiava.
E sentada nos muros daquele quintal saboreava o sol e sentia-me totalmente desprendida de preocupações ou pesares. Cantava, dançava, ... era livre, atrevida, curiosa e muito segura de mim própria.
O que é feito dessa miuda? Revejo-a em pensamentos, revejo-a quando escrevo, quando canto, em danças que invento, em gargalhadas, em lágrimas e fúrias, em sonhos, em desejos realizados e outros por realizar.
Esse quintal foi-me retirado abruptamente pelas circunstâncias da vida e tive de encontrar outros “quintais” que me fizessem sentir tão segura quanto aquele.
É inevitável dizer que a vida nos traz muita coisa mas também nos tira...quanto mais não seja, aquela inocência descontraida de viver.
As responsabilidades da vida vão se tornando cada vez mais reais e desde muito cedo as pessoas vão depositando em nós, expectativas, responsabilidades e exigências.
Nós próprios vamos sentindo necessidade de criar algo nosso e passo - a- passo percebemos que a vida não é simples. Aprendemos a lidar com a frustação, a insegurança, a competição, a desilusão, o amor, o ódio, a paixão, a saudade, a perda de liberdade...aquela liberdade.
Para tudo isto há que saber viver... e é o que ainda hoje faço, tento aprender, a saber viver...
E não há culpas, nem minha, nem de outro alguém por sonhos perdidos ou liberdade apreendida...há sim, caminhos escolhidos e opções de vida.
Tenho no entanto um desejo que não quero deixar morrer..., não me perder do que fui, do que sou e do que quero ser.

13.1.09



Adorei este filme assim como da banda sonora...

saudades

A minha terra é muito mais quentinha do que este frio que não nos larga!
Que saudades da temperatura amena, do Funchal, das frutas tropicais, do milho frito, das espetadas e das queijadas inesquecíveis. As flores, o verde, o mar... e os meus lugares, que ainda hoje passados 20 anos, entram nos meus sonhos!...

12.1.09



Encontrei este texto:

"Tem sempre presente que a pele se enruga, o cabelo enbranquece, os dias convertem-se em anos...
Mas o que é mais importante não muda;
A tua força e convicção não tem idade.
O teu espírito é como qualquer teia de aranha.
Atrás de cada linha de chegada, há uma de partida.
Atrás de cada conquista, vem um novo desafio.
Enquanto estiveres viva, sente-te viva.
Se sentes saudades do que fazias, volta a fazê-lo.
Não vivas de fotografias amarelecidas...
Continua, quando todos esperam que desistas.
Não deixes que enferruge o ferro que existe em ti.
Faz com que em vez de pena, te tenham respeito.
Quando não conseguires correr atrás dos anos,
Trota,
Quando não conseguires trotar, caminha.
Quando não conseguires caminhar, usa uma bengala.
Mas nunca te detenhas!!!"

Madre Teresa de Calcutá

7.1.09

O regresso a casa

Não foi fácil regressar a casa depois do trabalho, encarei com um frio desmedido...que quase me paralizou por completo, deixei de tremer, para toda eu me ter transformado num corpo gelado à espera de um autocarro, que por pouco tempo que demorasse mais parecia uma eternidade. Tentei me concentrar na música que levo sempre comigo e que insisto em tê-la sempre no volume máximo a arderem nos meus ouvidos. Por fim chegou mas repleto de gente, nem me questionei se ficaria à espera de um próximo em que fosse possível respirar melhor. Entrei e pronto, ali dentro não teria frio...fiquei junto à porta porque não havia outra hipótese. Na próxima paragem quando o motorista abre a porta olho para o rapaz ao meu lado aflito a tentar retirar o pé que estava entalado entre a porta e um ferro qualquer...e eu mais aflita fiquei de ver aquilo e digo alto “feche a porta por favor !!!”. O motorista assim fechou a porta e assim o pé salvou-se e o rapaz também... :)

Esse luxo fisiológico...

Há uns anos atrás , num programa de televisão “Esses difíceis amores” de Júlio Machado Vaz, ouvi uma frase que ainda hoje me lembro, dita por ele mas retirada de um livro de um autor que infelizmente não me lembro...
Dizia assim:
“Orgasmo feminino _ esse luxo fisiológico”.
Depois explicava a interpretação do autor que comparava o orgasmo no homem e na mulher, na medida em que no homem, este teria uma função, uma vez que por haver ejaculação estaria associado à reprodução , tendo esse simbolismo associado. Por sua vez o orgasmo feminino não teria essa função associada, uma vez que a reprodução existe mesmo sem a existência do orgasmo. Segundo o autor, poderia se considerar então o orgasmo feminino, um luxo fisiológico porque existe unicamente com forma de dar prazer à mulher. No mínimo achei curioso este pensamento do autor. Julgo que não foi de forma depreciativa que escreveu isto mas sim de uma forma contemplativa relativamente á natureza Humana.

5.1.09

Quando as mulheres...

Como qualquer pessoa, temos dias em que precisamos tanto de uma palavra de conforto relativamente às nossas inseguranças nomeadamente relacionadas com o aspecto físico...
É junto das pessoas com quem passamos mais tempo que muitas vezes tentamos desmestificar essas inseguranças que nos assaltam a mente...
Às vezes resulta assim:
(diálogo entre marido e mulher)
Ela: _ Engordei tanto nestes dias ... (diz junto a ele, com ar penoso mas com alguma esperança)
Ele: _ Sabes que também não tens ido treinar nestes dias e isso é o suficiente...
Ela pensa : xiii, ele não está a negar o facto - mesmo assim tenta aprofundar perguntando -
_ Mas nota-se assim tanto que engordei?
Ele:_ Como assim?
Ela:_ Se achas que engordei muito?
Ele: _ Não engordaste assim tanto! (ele a tentar com alguma agilidade pôr termo ao assunto)
Não insistindo mais ela pensa: não há hipotese engordei mesmo!!!
Outro exemplo:
Ela arranja-se para uma noite especial em que iam receber em casa uns amigos e familiares, hesitante veste uma roupa ainda por estrear e com um estilo até diferente do seu habitual, olha-se ao espelho e pensa: “até gosto de ver, sinto-me diferente mas bem...”
Vai até ele e pergunta: o que achas?
Ele responde: está bem...
Ela: está bem?! Só isso?
Ele: estás bem, fica-te bem...
Ela pensa: está bem não é nada ou praticamente nada!
O que é feito de uma manifestação calorosa, tipo “uau!” ou “Muito bom!” ou um simples espetacular...
E o que é feito daquele olhar que fala por si e que nos faz sentir especiais ?
Toda esta insegurança pode ser compensada por fim quando os amigos chegam e dizem espontaneamente “Estás linda!”
Claro que como todas as pessoas valorizo a sinceridade numa relação mas uma palavra de alento ou um reforço positivo sabe sempre bem...
Muitas vezes esquece-mo-nos de o fazer deixando isso para 2º plano... e não me posso esquecer que para receber também tenho de dar ou aquele paradigma causa – efeito, também se aplica...
Ou questiono ainda:
As mulheres querem as respostas que precisam de ouvir ou as respostas que hipoteticamente são a realidade?
Ou ainda reflectindo...
As mulheres são seres complexos mas autênticos
São seres insatisfeitos mas em busca constante da felicidade
São seres genuínos, sensíveis, eloquentes, expressivos e com uma beleza única...

4.1.09

A minha revolta contra os doces



Deixem-me por favor manifestar o meu sentimento contra este vício – os doces ...esta relação amor – ódio, que nesta altura do ano se torna absolutamente incontornável!
Sim porque eles aparecem espontaneamente, brotam do nada e atraem-me como íman...com os seus cheiros e sabores, diria eu, quase afrodisíacos.
Bem tento apaziguar esta minha vontade voraz, comendo humildes fatias com a largura média de uns míseros 2cm mas para além de não conseguir resistir a mais uma humilde dose, isso só faz prolongar o meu sofrimento, pois os bolos vão ficando e lá estão a contaminar a minha cozinha!
Cada vez que lá estou ou que tenho de lá passar para tratar das minhas coisas, lá estão eles a olharem para mim e dizerem: “psiuu! Não vês que estou aqui! Ò já te esqueceste ?”
Já tentei analisar isto, sim, esta minha apetência para os doces e concerteza haverá tratamento...nem que seja de choque.
Até já fiz o seguinte, cada vez que penso em comer um doce , olho para a minha barriga que está a tomar forma cada dia que passa e pergunto-me: “É isto que queres para ti?”
A minha cabeça diz que não mas o meu corpo vence e a minha mão lá vai de mansinho como se de um impulso se tratasse...quando estou a cortar a fatia digo a mim própria “Não faças isso!”
Mas só descanso quando me deleito com o prazer daquele sabor na minha boca...
Admiro aquelas pessoas que surpreendentemente me dizem “Não ligo nada a doces” ou “Não aprecio chocolate, faço alergia”.
Meu Deus como gostaria de ser uma dessas pessoas ... é caso para dizer, morte aos doces!

Numa dança a dois a magia começa quando os olhares se cruzam e as mãos se tocam...

3.1.09



Hoje o sol brilha...já tinha saudades.

A dança



A dança desde sempre que é considerada uma forma de linguagem...uma linguagem genuína, verdadeira, transmite-nos estados de espírito, almas que de uma forma poderosa saem do seu Eu mais recondido e ao compasso da música vão-se soltando, dando corpo a uma forma de linguagem muito própria.
Da mesma forma que cada um de nós tem uma forma de comunicar pessoal e até uma voz característica, assim também a dança em cada um de nós acontece de maneira diferente, cada corpo manifesta-se de forma única e intransmissível.
O corpo na sua expressividade mais bela comunica com o exterior e passa-nos uma mensagem do que pensa e sente ( dor,tristeza, alegria, sensualidade ...).
Helena Katz (professora e critica de dança), num ensaio seu publicado no livro O homem máquina- a dança é o pensamento do corpo, explica que, na dança, há um estágio mental atuando no qual não se tem “consciência de”, mas “consciência com”. Para Katz, a consciência também está no corpo, e a dança é o momento no qual o corpo todo pensa.
A técnica dos passos e gestos é de extrema importância, mas tudo isso dissociado de emoção e sentimento parece-nos não ter vida.
O sopro da emoção de um corpo com vivências e histórias que jamais alguém vivenciou da mesma forma.
A dança é de tal forma libertadora que hoje em dia é aceite como uma verdadeira terapia para vários problemas do corpo e da alma que são resolvidos ou atenuados com a acção poderosa da dança.

2.1.09

Talvez um sinal...



Estava num dia de trabalho calmo e sereno, sem muito que fazer...arrumava uns papeis e entre tantos outros, encontrei um dentro de uma mica, continha um texto, uma oração de Paulo Coelho, assim intitulava ele...como a oração que tinha reencontrado e que tinha sido publicada por ele, na década de 80 e na contra-capa de um livro de poesia.
Quero partilhar o que li com todas as pessoas que como eu, têm dúvidas, que como eu, já se culpabilizaram por terem essas dúvidas.
Porque a dúvida faz sofrer e traz conflito interior... e para quem está ao nosso lado é sentida como uma ameaça, não sendo assim bem aceite.
E pior que ter a dúvida é chegar a pensar que não temos direito a senti-la ou verbalizá-la ...
Mas porque acredito em sinais, este foi um deles...assim como acredito que tenho dúvidas porque existo e vice-versa.

Eis a oração:
“Senhor, protegei as nossas dúvidas, porque a Dúvida é uma maneira de rezar. É ela que nos faz crescer, porque nos obriga a olhar sem medo para as muitas respostas de uma mesma pergunta. E para que isto seja possível, Senhor, protegei as nossas decisões, porque a Decisão é uma maneira de rezar. Dai-nos coragem para, depois da dúvida, sermos capazes de escolher entre um caminho e outro. Que o nosso SIM seja sempre um SIM, e o nosso NÃO seja sempre um NÃO. Que uma vez escolhido o caminho, jamais olhemos para trás, nem deixemos que a nossa alma seja roída pelo remorso. E para que isto seja possível, Senhor protegei as nossas acções, porque a Acção é uma maneira de rezar.
Fazei com que o pão nosso de cada dia seja fruto do melhor que levamos dentro de nós mesmos. Que possamos através do trabalho e da Acção, compartilhar um pouco do amor que recebemos. E para que isto seja possível, Senhor protegei os nossos sonhos, porque o Sonho é uma maneira de rezar. Fazei com que independentemente da nossa idade ou da nossa circuns tância, sejamos capazes de manter acesa no nosso coração a chama sagrada da esperança e da perseverança. E para que isto seja possível, Senhor, dai-nos sempre entusiasmo, porque o Entusiasmo é uma maneira de rezar. É ele que nos liga aos Céus e à Terra, aos homens e às crianças, e nos diz que o desejo é importante, e merece o nosso esforço. É ele que nos afirma que tudo é possível, desde que estejamos totalmente comprometidos com o que fazemos. E para que isto seja possível, Senhor, protegei-nos, porque a Vida é a única maneira que temos para manifestar o Teu milagre. Que a terra continue a transformar a semente em trigo, que nós continuemos a transmutar o trigo em pão. E isto só é possível se tivermos Amor – portanto, nunca nos deixes em solidão. Dai-nos sempre a Tua companhia, e a companhia de homens e mulheres que têm dúvidas, agem, sonham, entusiasmam-se, e vivem como se cada dia fosse totalmente dedicado à Tua glória.
Amen.”
Paulo Coelho

Não sou católica praticante mas dou por mim muitas vezes a conversar com Deus, sim falo com ele...procuro essa força espiritual quando me sinto perdida e aflita ,assim como também agradeço o pôr-do-sol e a lua, as árvores e as flores, um sorriso e um olhar, a música, os laços que perduram, enfim...a Vida.
Aqui estou eu! Ano Novo vida nova e experiências novas, também assim se pode dizer...
E esta era uma das coisas que queria fazer e oxalá tenha vontade, entusiasmo e tempo (mesmo que não seja muito), para realizar esta e outras mais ... tenho de agradecer à E. porque foi ela que me inspirou e me fez ter vontade de criar este espaço onde poderei divagar e partilhar alguns pensamentos...confesso que estou um bocado atrapalhada com isto mas deve ser normal e dai talvez não...