quarta-feira, 11 de Novembro de 2009

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segunda-feira, 9 de Novembro de 2009

dançando...

Porque no fundo não há diferenças...
porque somos sobretudo
alma em vez de corpo
porque somos luz
coração de sorrisos
brilho no olhar
seres de afecto
de fragilidades
beleza
e ternura
porque todos sentimos...
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Porque achei lindo...

domingo, 8 de Novembro de 2009

Egon Schiele


Egon Schiele, pintor austríaco ligado ao movimento expressionista.
Em 1906 com 16 anos entrou na Akademie der Bildenden Kunste, em Viena, onde estudou desenho e pintura.
Em 1907, Schiele conhece Gustav Klimt que, interessado no seu trabalho, fez dele o seu “protegido”. Ajudou-o comprando alguns dos seus trabalhos, apresentado-o a pessoas influentes, arranjando-lhe modelos, entre outras coisas.
A sua primeira exposição foi em 1908 na Klosterneuburg. Insatisfeito com o carácter conservador da academia, Schiele abandonou os estudos e juntamente com outros colegas que partilhavam a mesma insatisfação criou o grupo Neukunstgruppe (“grupo nova arte”).
Liberto de conservadorismo, começou a explorar mais a forma humana ...

sábado, 7 de Novembro de 2009

O silêncio

Se recuasse uns anos atrás no tempo, falar de silêncio não teria certamente a mesma quase dor saudosa que pressinto quando lhe toco por ínfimos instantes nas suas partículas voláteis...
Os dias acontecem como um puzzle ruidoso, cada peça tem o seu som e cada junção tem o seu particular ruído...
Encontrar um ponto de silêncio, é como uma melodia plena de paz, uma plenitude no sentir do coração e pensamento ... que fluem como um pássaro livre quando experimenta os voos mais tranquilos do seu dia.
Sophia de Mello Breyner, no conto “O silêncio”, caracteriza-o de uma forma tão bela, quando descreve o culminar de um dia de uma mulher, nas coisas tão simples e comuns de sua casa, banhado pelo silêncio que o torna cheio de brilho. A harmonia do momento...

“Um doce silêncio pairava como uma sede estendida.
O silêncio desenhava as paredes, cobria as mesas, emoldurava os retratos. O silêncio esculpia os volumes, recortava as linhas, aprofundava os espaços. (...)
O silêncio como um estremecer profundo percorria a casa.”

De tão pouco existir...quando toca as quase arestas da minha aura, fecho os olhos e inspiro... para talvez... não o perder.
De tão ínfimamente existir, refugio-me nos silêncios roubados...mergulho no som surdo das palavras que me surgem na mente, entro no silêncio da música que oiço...
Simplesmente porque me trazem a mesma quase sensação do silêncio, embora sendo um silêncio artificial, entro num “mundo meu”, aquele onde por vezes só o silêncio, permite lá chegar...nas palavras e na música me oiço e espreguiço... o meu silêncio.

“O silêncio agora era maior. Era como uma flor que tivesse desabrochado inteiramente e alisasse todas as suas pétalas.” ...

sexta-feira, 6 de Novembro de 2009

choose love

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quarta-feira, 4 de Novembro de 2009

caminho

Klimt
Há qualquer coisa nos caminhos por onde passamos diariamente que fazem quase parte de nós e nós parte deles... e se por tantas vezes desejamos que ventos fortes alvoracem a monotonia dos nossos passos, também há aqueles dias que o caminho comum e habitual me traz tanta paz... como algo que se molda de tal forma perfeita, que se faltar um pormenor naquele ritual de passagem, sinto a falta...
Se calhar inconscientemente...mas dou por mim a escolher caminhos com "pequenos nadas", que me encantam e me fazem voltar...
E tanto no caminho de ida como de regresso a casa, são pequenos pormenores que me dão prazer e sensação de pertencer a um qualquer sítio.
É por essa razão que escolho sempre o caminho junto às árvores e toco nos arbustos que deixam o cheiro a pinheiro nas mãos e até casa vou saboreando esse perfume, passo pelo vendedor de castanhas, apesar de não lhe comprar nada... pela loja de incenso...pela livraria... e se mais tempo tivesse não ficava por ali e em muitos mais recantos me encontraria.