19.10.17

15.10.17

Domingo. Um bolo no forno logo pela manhã para espantar a inércia com aromas de infância e conforto. Vislumbro a rua pela janela, o verão que teima em não nos sair da pele como promessa falsa de que tudo é eterno. A musica a perseguir fantasmas em cada movimento do corpo a se contorcer de danças de outros tempos.
E o homem do assobio continua na rua, assobia à rua, à vida, na mesma melodia de sempre, olhamos-lhe de soslaio mas nada muda a sua trajectória ou melodia.
Os miúdos chamam... sinal de que o presente urge, e a emergência do aqui e agora é sempre a batalha que vence. Já cheira a bolo...

6.10.17

Tenho tentado fugir de algumas rotinas que neste momento me desorganizam e por isso há dores de que fugimos... sem se perceber bem, voltamos a lugares perdidos e silêncios que nos trazem respostas.
Sem querer ferir ninguém e o caminho é breve, monótono. Noite de lua cheia e não houve marés de tempestade ou ventos novos, tudo no mesmo recanto da noite. Os mesmos sons, as mesmas vozes, aposto que o céu se parece com o de ontem... 

25.6.17

Anoitecer

Finalmente a noite... e entre o tanto que se quer dizer e o que morre no cansaço do corpo, fica apenas um fio de voz que se estende num rasgo de loucura, um devaneio doce de saudade.
Há sempre um piano no peito que não morre ao compasso das tempestades que a vida teima em repetir. E há um gesto de inércia preso a cada movimento que vem de dentro...
As miragens dos pássaros são puro poema aos meus olhos, poderia adormecer em tamanha leveza.